Commodities Agrícolas

13/11/2007

Commodities Agrícolas

 


Recursos liberados


O governo federal liberou ontem R$ 30 milhões para custeio de café. Desse total, R$ 20 milhões foram repassados à Cooperativa Central de Crédito Rural de Minas Gerais (Crediminas) e R$ 10 milhões à Cooperativa de Crédito Rural dos Cafeicultores da Região de Varginha (Credivar). De janeiro até agora, o Ministério da Agricultura já repassou mais de R$ 1,4 bilhão do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) para aplicações em colheita (R$ 412 milhões), estocagem (R$ 460 milhões), custeio (R$ 364 milhões) e aquisição de café (R$ 217 milhões). Ontem, os contratos de café para março fecharam a US$ 1,2590 a libra-peso, na bolsa de Nova York, com alta de 10 pontos. No mercado paulista, a saca de 60 quilos do produto encerrou a R$ 243,45, segundo o Cepea/Esalq. 


Demanda chinesa 
 
As importações de óleos vegetais da China aumentaram 27% de janeiro a outubro, para 7 milhões de toneladas. Segundo a agência Bloomberg, as indústrias do país vêm sendo obrigadas a pagar mais por matérias-primas como soja e palma devido a problemas com a safra nacional. Na província de Heilongjiang, produtores receberam US$ 515 por tonelada de soja em outubro, 6,4% mais que em setembro. Já na bolsa de Chicago, os preços futuros da soja recuaram, com vendas de especuladores, seguindo a tendência de queda do petróleo e do outro, informaram analistas à Dow Jones Newswires. O contrato para janeiro recuou 9,75 centavos de dólar, fechando a US$ 10,4625 por bushel. No Brasil, o indicador Esalq/BM&F para a saca subiu 0,15%, para R$ 41,05. 


Influência externa


As cotações do milho fecharam em queda ontem na bolsa de Chicago, pressionadas sobretudo pela valorização do dólar em relação a outras moedas e pela queda de commodities como petróleo, ouro e prata. Os contratos com vencimento em dezembro recuaram 7,75 centavos de dólar e encerraram a sessão a US$ 3,79 por bushel, enquanto os futuros para entrega em março caíram 8 centavos, para US$ 3,96. Traders ouvidos pela agência Dow Jones Newswires lembraram que as cotações têm estado mais atreladas a fatores como os de ontem do que aos chamados fundamentos. No Paraná, a saca de 60 quilos subiu para R$ 21,81, em média, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura do Estado. 


Recorde no álcool


A Unica (União da Indústria da Cana-de-Açúcar) informou que a demanda de álcool no mercado interno foi recorde no mês de outubro, com vendas de 1,542 bilhão de litros. O aumento reflete os preços mais baixos no mercado e também as boas vendas de carros flexfuel. Até o dia 1º de novembro, as usinas do centro-sul processaram 375 milhões de toneladas, ou 90,3% da safra de cana, estimada em 415 milhões de toneladas para 2007/08. A produção de álcool ficou em 17,2 bilhões de litros de álcool no período e a de açúcar, em 23,7 milhões de toneladas. Em Nova York, os contratos para maio fecharam a 10,18 centavos de dólar por libra-peso, queda de 50 pontos. Em São Paulo, a saca de 50 quilos encerrou a R$ 23,32, alta de 0,56%, segundo o índice Cepea/Esalq.