Instalação de porto-seco
Segundo o cafeicultor Carlos André, diretor do Sindicato Rural de Luís Eduardo Magalhães, a ferrovia vai possibilitar a instalação de um porto-seco.
"Vamos conseguir exportar daqui os nossos produtos, e com menos burocracia. Os bancos e as linhas de crédito poderão ser acessados daqui mesmo", comemorou.
Ele afirmou que os produtos já sairão da região com os trâmites aduaneiros resolvidos, desafogando o movimento nos portos e gerando empregos.
O secretário de Agricultura de Luís Eduardo Magalhães, Eduardo Yamashita, informou que o oeste baiano produziu, na safra recorde 2006/2007, 4,7 milhões de toneladas de grãos, gerando uma receita aproximada de R$ 3,2 bilhões.
"No contexto de desenvolvimento da região, toda a comunidade será beneficiada com a ferrovia, além de parte do Tocantins, Piauí e norte de Minas", disse.
A região é responsável por 4% da produção brasileira de grãos, segundo Toninho Assunção, gerente da Cooperativa dos Produtores do Oeste Baiano.
Ele afirmou que os agricultores utilizam anualmente cerca de 856 mil toneladas de fertilizantes e outros produtos transportados em caminhões, o que representa um investimento anual de R$ 60 milhões.
Já para o transporte de grãos, Toninho observou que devem ser gastos outros R$ 450 milhões.
"Com a implantação da ferrovia, economizaremos R$ 50 milhões por ano, entre transporte de grãos e insumos", contabilizou.
Principais produtos transportados*
Grãos, Minérios e Biocombustíveis
*Produzidos nas regiões oeste, sudoeste e sul da Bahia
Fertilizantes e Derivados de petróleo
*Do litoral até o oeste do estado