Segurança e economia nas estradas
O caminhoneiro Gilberto Bonfim, 24 anos, transportava caroço de algodão para Guanambi, a 700 quilômetros de Luís Eduardo Magalhães, quando o caminhão do seu colega José Aparecido virou na BR-242, entre Luís Eduardo Magalhães e Barreiras. Pelo trecho passam, em tempos de safra, cerca 1,5 mil carretas diariamente.
"A viagem dura entre 12 e 14 horas. Aqui, os acidentes são comuns", afirmou.
Gilberto disse que faz esse trajeto duas vezes por semana e que seu caminhão, carregado, chega a pesar 60 toneladas.
Para o produtor de algodão Walter Horita, a instalação da ferrovia não vai deixar esses caminhoneiros desempregados.
"Para chegar do ponto de produção até o local de embarque na ferrovia, vamos precisar desses trabalhadores, que não correm o risco de ficar desempregados. Caso haja ainda uma sobra de mão-de-obra, poderá ser desviada para outras regiões produtoras", destacou.
Horita declarou que isso será saudável também para as estradas.
"Alguns caminhões já estão muito velhos e não deviam mais estar rodando."
Ele disse também que, com 4 ou 5 milhões de toneladas de grãos sendo transportadas via ferrovia, haverá uma vida útil muito maior das estradas.