Commodities Agrícolas

21/11/2007

Commodities Agrícolas

 

Energia e soja puxam

O milho fechou em alta ontem na bolsa de Chicago, mas abaixo dos níveis alcançados mais cedo no pregão quando um movimento de compras estimulado pela alta dos preços de energia e da soja sustentou as cotações. Os contratos de março fecharam com alta de 3,75 centavos de dólar a US$ 3,9825 por bushel. O petróleo foi um dos grandes responsáveis pela valorização do milho, disser Jason Britt, anasita da Central States Commodities à Dow Jones Newswires. O contrato de petróleo para janeiro teve alta de US$ 3,37 a US$ 98,01 por barril. O dólar mais fraco, a alta nos metais preciosos e os ganhos na soja também contribuíram para a valorização. No Paraná, a saca de milho teve preço médio de R$ 23,32 ontem , alta de 0,6% no dia, segundo o Departamento de Economia Rural. 

Queda da qualidade
 
Cerca de 45% das lavouras de trigo de inverno dos Estados Unidos foram considerada entre boa e excelente no dia 18 de novembro, uma queda de 4 pontos percentuais sobre a semana anterior, segundo relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Na bolsa de Kansas, os contratos para março fecharam a US$ 8,16 o bushel, alta 20 centavos de dólar. Na bolsa de Chicago, os contratos para março encerraram a US$ 7,96 o bushel, com elevação de 18 centavos. Analistas ouvidos pela agência Dow Jones informaram que a queda do dólar ante o euro também ajudou a dar suporte aos preços do cereal no mercado internacional. No mercado paranaense, a cotação média da saca de 60 quilos fechou a R$ 30,16, com recuo de 2,4%, segundo o Deral. 

Dólar desvalorizado

Os preços futuros do café fecharam em alta ontem, revertendo parte da queda ocorrida no pregão anterior. Analistas ouvidos pela agência Bloomberg informaram que a alta reflete a desvalorização do dólar em relação às moedas estrangeiras. Nos últimos cinco meses, o euro registrou valorização de 10% sobre o dólar. Em Nova York, os contratos para março fecharam a US$ 1,2775 a libra-peso, alta de 190 pontos. Em Londres, os contratos para janeiro encerraram a US$ 1.824 a tonelada, aumento de US$ 12. Os fundos também fizeram compras durante o pregão, ajudando a dar suporte às cotações. Em São Paulo, a saca de 60 quilos fechou entre R$ 245 e R$ 250, segundo o Escritório Carvalhaes. A trading Sucden estima que a safra 2008/09 de café será de 50 milhões de sacas. 

China reduz empréstimo

Os preços futuros do algodão fecharam em queda ontem, pelo quinto pregão consecutivo em Nova York, pressionados por notícias que os fundos estão reduzindo suas posições por conta da desaceleração das exportações americanas da pluma. Na bolsa americana, os contratos para março encerraram a 65,52, queda de 10 pontos. Analistas ouvidos pela Bloomberg informaram que os fundos e especuladores estão se desfazendo de suas posições compradas por conta da queda das exportações americanas. O recuo deverá ocorrer por conta da menor importação da China, o maior comprador global. A expectativa é de que isso ocorra já que os bancos chineses decidiram reduzir os financiamentos. Em São Paulo, o índice Cepea/Esalq para o algodão ficou em R$ 1,1914 a libra-peso.