Exposição mostra produção do cacau em assentamentos na Bahia
Arte e reforma agrária podem andar lado a lado? A resposta para essa pergunta está na exposição Cacau: no rastro de Jorge Amado, com 25 fotografias em preto e branco de três Projetos de Assentamento (PAs) na Bahia: Cascata (em Aurelino Leal); Fortaleza (Una) e Cachoeira Bonita(Ubaitaba). Todos se destacam pelo cultivo do cacau e receberam a visita do fotógrafo italiano Luca Rinaldini. A exposição integra o Festival Foto Arte 2007. As fotos estão expostas na Embaixada da Itália, em Brasília, até o próximo dia 23. O trabalho do fotógrafo italiano já pôde ser visto em Paris, no Salão do Chocolate, emTurim e na Embaixada do Brasil na Itália, em Roma. As fotos fazem parte do livro Cacau: no Rastro de Jorge Amado, que contém 40 fotos em preto e branco relacionadas com atividades desenvolvidas pelos assentados e voltadas ao cultivo do cacau. Lançada em 2006, a obra tem como característica marcante a citação de trechos de livros do escritor baiano,que servem para descrever as fotos. São utilizadas partes de obras como Cacau, Terras do Sem Fim, São Jorge dos Ilhéus, Tocaia Grande, Gabriela Cravo e Canela, entre outras. "Gostei muito de ter visitado os assentamentos. Tive a oportunidade de ter uma visão mais abrangente da realidade da região. Além disso, percebi como Jorge Amado abordou com precisão a realidade dos agricultores. É muito bonito ver os assentados terem esperanças de um futuro melhor por meio do cultivo do cacau", destacou Rinaldini. A intenção do fotógrafo italiano é que as fotos também sejam expostas em Salvador, em Nova Iorque e em Moscou, em 2008. Para ele, a exposição é uma forma de divulgar a vida e os costumes dos agricultores. "Muitos desconhecem como o cacau é cultivado e a importância dele para a produção do chocolate. Quero também mostrar como os trabalhadores rurais conseguem conviver em harmonia com a natureza", enfatizou.