Ministro recebe delegação do Banco Mundial
O ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, recebeu, em seu gabinete na manhã desta quarta-feira (21), o Co-diretor do Relatório sobre Desenvolvimento Mundial de 2008, Alain de Janvry, e o Coordenador de Operações Setoriais no Brasil, Mark Lundell, ambos do Banco Mundial.
O ministro reuniu-se com os representantes do banco para debater os resultados do Relatório sobre o Desenvolvimento Mundial 2008 - Agricultura para o Desenvolvimento, lançado pelo Banco Mundial em outubro deste ano. Para Cassel, o o documento oferece uma boa oportunidade para refletir sobre o papel do rural brasileiro dentro do contexto atual do País.
“Neste momento, estamos experimentando a volta do crescimento econômico, do aumento da geração de emprego e distribuição de renda no Brasil. E é nesse contexto que temos que recolocar o rural para definir qual o seu papel do ponto de vista agrário e agrícola nesse atual contexto”, afirma Cassel.
O documento foi elaborado para avaliar o êxito das ações, tendências e programas que deram certo no sentido de desenvolver o setor e diminuir a pobreza em várias regiões do mundo. “O objetivo é tentar comparar esses programas nas diferentes regiões e expor essas informações em um só material”, explica Lundell.
Com o enfoque na pobreza, o relatório analisou a situação do setor em mais de 60 países, entre eles o Brasil, África e Índia. No documento, o Brasil é citado mais de 80 vezes por causa das muitas políticas públicas de apoio a reforma agrária e a agricultura familiar como o Crédito Fundiário e o Garantia-Safra, que possibilitam aos trabalhadores rurais sem terra o acesso a terra, por meio de financiamento para aquisição de imóveis rurais, apóiam seus primeiros passos na produção, oferecem assistência técnica, combatendo a pobreza e apoiando a consolidação da agricultura familiar.
Para Janvry, o setor tem demonstrado grande sucesso no desenvolvimento do agronegócios e dos biocombustíveis e destacou a importância que a agricultura familiar tem para diminuir os bolsões de pobreza no País. “O Brasil deve continuar investindo no setor e apoiando políticas de preço e mercado para a agricultura familiar. O desafio é vincular a capacidade agrícola a redução da pobreza”, defende.