Cenário Promissor
Nos últimos anos, poucos países tiveram um crescimento tão expressivo no setor quanto o Brasil. Dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento revelam que o país é um dos líderes mundiais na produção e exportação de vários produtos agropecuários.
Na pecuária, os números tem um crescimento invejável. Dono do maior rebanho bovino comercial do mundo, o Brasil tem mais de 85% das suas 205 milhões de cabeças (segundo dados do IBGE) em áreas livres da febre aftosa.
Por conta desses números, a Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (Unctad) chegou à conclusão que o país será o maior produtor mundial de alimentos na próxima década.
O agronegócio é responsável por 33% do Produto Interno Bruto (PIB), 42% das exportações totais e 37% dos empregos brasileiros. Na Bahia, em 2004, o setor movimentou R$ 28.348 milhões, o que representou 32% do PIB total naquele ano.
Os números dão a Bahia um lugar de destaque no quadro nacional. É dona do maior rebanho de caprinos do país e segundo lugar do de ovinos, só perdendo para o Rio Grande do Sul. Possui 10 milhões de cabeças de gado, ocupando a 7ª posição em rebanho bovino e produção de carne. O estado é o segundo maior produtor de mamão e algodão do país e quarto na produção de café.
É dentro desse cenário, que a Bahia abre as portas para mais uma edição da Fenagro.
O evento conta com a participação de produtores de quase todos os estados brasileiros e de países como Nova Zelândia, Bélgica, Suécia, Uruguai, El Salvador, Argentina, Suíça e México.
"A Fenagro é a maior feira do Norte/Nordeste e uma das três maiores do país. É uma excelente vitrine para o agronegócio baiano", diz Jaime Fernandes, presidente da Associação Baiana dos Criadores (Abac), realizadora do evento, junto com a Secretaria de Agricultura da Bahia (Seagri).
"A feira é de grande importância, não só na comercialização de equipamentos, animais e tecnologias, mas, principalmente, no fomento ao avanço das atividades do setor em todo o estado", diz o secretário de Agricultura Geraldo Simões.