Vamos dar ênfase ao Biodisel

26/11/2007

Vamos dar ênfase ao Biodisel

 

Qual a importância da participação do Banco nesse evento?

Ferraro O Banco já vem participando ativamente das edições anteriores da Fenagro, com experiências muito exitosas, inclusive nas parcerias dos órgãos públicos federais, a exemplo de instituições bancárias, como Banco do Brasil e Caixa. Acho que o evento se torna uma grande oportunidade não só de prospectar negócios, mas de fazer essa interlocução positiva do desenvolvimento do Estado da Bahia, conjuntamente com o poder público e a iniciativa privada, na busca de que possamos identificar setores prioritários, identificar ações pontuais de desenvolvimento e revitalização de negócios e a injeção de novos mecanismos de atividades agropecuárias inerentes ao processo de desenvolvimento, a exemplo do financiamento para o biodiesel, para o álcool, para a pecuária de corte e de leite, dentro de uma nova concepção da portaria 51 e da resolução dos frigoríficos em relação ao abate clandestino.

Então nós temos várias ações de discussão positiva e de uma agenda muito favorável para que a gente construa um financiamento agropecuário sustentável e equilibrado dentro do Estado.

Quais as expectativas para este ano em termos de números?

Ferraro – As perspectivas são boas. Nós concluímos a Fenagro do ano passado com mais de R$ 20 milhões aplicados na própria feira, e nossa expectativa, tanto nas operações de financiamento de animais como de investimento de longo prazo, é que possamos superar essa marca. Eu lembro bem que na última Fenagro nós tivemos situações climáticas desfavoráveis, inclusive com adiamento da feira, e nessa ocasião nós retomamos o momento adequado para essa realização da feira e, esperamos, subseqüente, alcançar o patamar bem próximo do ideal que exige essa distribuição do recurso para o setor. Nós vislumbramos dentro da meta do Banco para o Estado da Bahia, este ano, em torno de R$ 1,6 bilhão para todas as atividades, sendo para o financiamento agrícola e pecuário um investimento em torno de R$ 800 milhões.

Para 2008,qual a estimativa?

Ferraro – A Bahia, como sempre, supera todo ano suas metas em relação aos financiamentos do Fundo Constitucional. Este ano vamos fechar em R$ 1,6 bilhão e a nossa expectativa, com a inclusão de outras fontes que não FNE – e aí vale frisar que na Bahia o funding FNE já é alavancador de outras fontes, a exemplo do que tivemos do Fundo da Marinha Mercante este ano, no próximo ano já com recursos garantidos do BNDES nós vamos também aplicar recursos de Finame agricola, vamos financiar micro e pequenas empresas do setor agropecuário –, então nossa expectativa é ano que vem ultrapassarmos R$ 2 bilhões com aplicações dentro do Estado em vários setores econômicos, e desse montante nós deveremos estar ultrapassando a casa de R$ 1 bilhão ou R$ 1,1 bilhão só no setor rural.

Quais as cadeias produtivas que têm um foco maior de prioridade?

Ferraro – O que nós já exercitamos nesse primeiro ano do atual governo do Estado da Bahia é uma dedicação maior à região semiaacute;rida, que representa 69% do Estado da Bahia, e certamente nessas regiões vamos fazer o direcionamento do desenvolvimento sustentável dentro de ações integradas de infra-estrutura, e em cada território nós priorizaremos aqueles municípios com menor índice de desenvolvimento humano. Nesse conjunto, certamente as ações serão integradas e serão demandadas por meio das secretarias de Estado, principalmente as de Agricultura e de Desenvolvimento Regional, na busca de que realmente sejam incrementados alguns setores prioritários e aqueles alavancadores. Como já citei, vamos dar ênfase muito forte à questão do biodiesel no Estado da Bahia.

Ainda com relação à Fenagro,o que espera,como diretor de negócios do BNB?

Ferraro -Espero que nossa equipe, dentro do conjunto de unidades da região metropolitana, realmente se coloque à disposição da nossa clientela na visão não só de atender como banco de desenvolvimento, mas de compatibilizar essa ação fazendo negócios também como banco comercial, no giro-insumos, na matéria-prima, em todos os recursos compatíveis, inclusive auto-reembolsáveis, como a aquisição de animais. Que a gente possa estar ali contribuindo na feira para a realização de bons negócios.

As taxas do Banco são competitivas?

Ferraro – O Fundo Constitucional, por si só, tem taxas competitivas, embora hoje os recursos da TJLP, com outras fontes de recursos, também estejam competitivas. Mas nós temos um grande handicap em relação a isso que é a expertise no atendimento do produtor rural, principalmente do médio e do grande. E o fato não é só a taxa de competivtividade. É você poder acompanhar o desenvolvimento do negócio agropecuário e fazer essa ação de ter o nosso cliente como um conterrâneo, como um cliente que sinta que o Banco do Nordeste é o banco em que ele pode buscar o atendimento às suas reais necessidades e que a gente atenda com tempestividade, celeridade e competência a essa clientela.