Bioenergia é discutida na Fenagro
A Bahia é a terra das oportunidades para quem quer investir em bioenergia. Com esse entendimento, empresários de diversos países estão participando da segunda edição do Global Bioenergy Américas, que acontece no Parque de Exposições de Salvador durante a Fenagro. O congresso foi aberto ontem (28) pelo superintendente de Política do Agronegócio da Secretaria da Agricultura, Reforma Agrária e Irrigação (Seagri) que apresentou as ações de incentivo do governo à produção e à comercialização de biogás, etanol, biodiesel, óleo vegetal puro, reunidas no Programa de Bioenergia da Bahia – BahiaBio.
O programa estadual, que visa atender às demandas dos mercados interno e externo e prevê a produção de energia limpa e renovável, tem por meta atingir, em oito anos, a marca de 7,48 milhões de metros cúbicos de etanol e 773 mil metros cúbicos de biodiesel, além de gerar energia e créditos internacionais de carbono. A co-geração de energia deve chegar a 2,5 mil megawatts.
“A Bahia está fazendo um grande esforço para se tornar um referencial de produção energética. Para isso, estamos implementando uma estratégia que envolve a transversalidade institucional, no sentido de implementar com celeridade e de maneira efetiva as ações”, disse o representante da Seagri, Eujácio Simões. Oito secretarias estaduais estão diretamente envolvidas no trabalho. Além da Seagri, também participam Seplan, Sicm, Semarh, Sefaz, Setre, Secti e Sedes.
Na oportunidade, também foram apresentados painéis e palestras sobre a Bioenergia no Brasil, México e Costa Rica. O evento é uma parceria entre a Fenagro, a Consultoria Empresarial Brasil Itália (Cebi) e o Governo do Estado.
Agricultura familiar
Durante o congresso, os biocombustíveis também foram analisados sob o ponto de vista da inclusão ou como oportunidade do resgate social. O superintendente da agricultura familiar, Ailton Florêncio, falou do desafio do Governo em inserir os produtores familiares no sistema de produção econômica. Para ele, a garantia de preço, a verticalização da produção e a obtenção de recursos são essenciais para o processo.
“A estabilidade do agricultor familiar deve ser garantida. Para isso, o trabalho de negociação com as empresas que se instalam deve garantir que o preço da produção não seja depreciado”, considerou Florêncio. “Com o sistema de policultivos, o meio ambiente equilibrado e uma estratégia articulada para construção de sínteses sobre a gestão da logística, o Governo tem desenvolvido políticas públicas inclusivas e que ampliam a produtividade da terra e do trabalho”, concluiu.
Para inserir os agricultores familiares na base de produção e de beneficiamento das culturas fornecedoras de óleos para fins de biodiesel, a Seagri, através da Superintendência da Agricultura familiar (Suaf), desenvolveu o programa Bio-Sustentável, que já está previsto no Plano Plurianual Participativo (PPA) e foi inserido no BahiaBio. O subprograma quer ampliar a renda de 100 mil agricultores familiares, com o cultivo de 600 mil hectares de oleaginosas.
Ana Paula Loiola
Ascom Seagri
29/11/2007
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