Commodities Agrícolas
Queda em NY
Os preços futuros do açúcar fecharam em queda nas bolsas internacionais ontem (dia 29), pressionados por vendas especulativas, segundo analistas ouvidos pela agência Dow Jones. Na bolsa de Nova York, os contratos para maio encerraram o dia a 10,09 centavos por libra-peso, com recuo de 14 pontos. Na bolsa de Londres, os contratos para maio fecharam a US$ 292,20 a tonelada, com baixa de US$ 3. Os produtores de cana da Tailândia estão vendendo a safra de açúcar deste ano ao preço mais baixo desde 2003, elevando as perspectivas de obterem mais apoio do governo local para a cobertura de prejuízos ou a redução da área plantada em 2008, segundo analistas ouvidos pela Bloomberg. Em São Paulo, a saca de 50 quilos fechou a R$ 23,31, segundo o índice Cepea/Esalq.
Nada de novo
Os preços futuros do café arábica negociados no mercado americano encerraram ontem (dia 29) em queda. Segundo analistas ouvidos pela agência Dow Jones, a queda, no entanto, ficou dentro dos parâmetros do pregão anterior. Na bolsa de Nova York, os papéis para entrega em março caíram 40 pontos, para US$ 1,2855 por libra-peso. Ao longo do dia, chegaram a cair para US$ 1,2840. "Não mudou muita coisa nas últimas 24 horas", disse um trader. A indústria aguarda estimativas a próxima safra brasileira e também do relatório do USDA sobre as plantações tropicais, no próximo dia 07. O Brasil deverá divulgar sua estimativa sobre a safra atual 2007/08 no dia 14. No mercado doméstico, a saca de 60 quilos encerrou o dia a R$ 251,42, com queda de 0,42%, segundo o Cepea/Esalq.
Especuladores em ação
Vendas especulativas e uma recuada nos preços do trigo levaram a uma queda ontem (dia 29) nos preços futuros do milho negociados na bolsa de Chicago. Os contratos para entrega em março encerraram o pregão com queda de 3,75 centavos de dólar por bushel, para US$ 4,0075. Em entrevista à agência Dow Jones, o analista Dale Durchholz, da Agrivisor, afirmou que sem os ganhos no início do dia do trigo, o milho terminaria mais desvalorizado. Outro trader declarou que as vendas fortes ao exterior também deram suporte inicial ao mercado. Segundo o USDA, os EUA exportaram 1,842 milhão de toneladas na semana encerrada no dia 22, contra estimativa de 1 milhão a 2 milhões. No mercado interno, a saca fechou a R$ 33,96, com alta de 0,16%, segundo o Cepea/Esalq.
Seca eleva preços
Os contratos futuros do trigo atingiram ontem (dia 29) o maior preço em quase oito semanas, após a seca nas regiões produtoras dos Estados Unidos reduzir as perspectivas de lucro para as lavouras que irão entrar em ciclo de desenvolvimento no inverno americano. Parte de Oklahoma, Kansas e Texas receberam pouca ou nenhuma precipitação neste mês, informou o Serviço de Meteorologia Nacional. "O tempo seco continua a chamar a atenção", diz Tom Leffler, da Leffler Commodities, à agência Bloomberg. "Há lugares onde o trigo ainda está esperando para germinar". Na bolsa de Chicago, os papéis para março subiram 6,50 centavos, fechando a US$ 8,8825 por bushel. No mercado paranaense, a saca de 60 quilos foi cotada a R$ 29,51, com alta de 1,41%, segundo o Deral.