Etanol de celulose causa mais danos ao homem
Washington e Denver (EUA), 3 de Dezembro de 2007 - Pesquisas do Laboratório Nacional de Energia Renovável dos Estados Unidos (NREL, na sigla em inglês) demonstram que o etanol celulósico, embora menos poluente que os combustíveis derivados do petróleo, emite mais gases prejudiciais à saúde humana que a gasolina. O produto emite 106% menos gás carbônico que a gasolina e pode gerar créditos de carbono, pois a matéria-prima é plantada. Quando queimado, no entanto, o etanol gera 12 vezes mais nitrogênio que a gasolina.
Para a pesquisadora Helena Chum, do NREL, isso mostra que não é recomendável massificar o uso do etanol em grandes centros urbanos ou em áreas muito povoadas. É melhor usar o biocombustível, segundo a especialista, nos lugares em que o álcool é produzido. Helena Chum pondera, no entanto, que o problema será superado quando a indústria automobilística desenvolver tecnologias de filtros e catalisadores que reduzam tais emissões.
"Nessa área, há coisas que a gente conhece, coisas que a gente sabe que não conhece e ainda há coisas que a gente não sabe que não conhece", disse Helena. O NREL estuda duas tecnologias para a produção do etanol celulósico. Uma é por meio de um processo bioquímico. A outra é por um método termoquímico. Os EUA também querem desenvolver plantas que facilitem a produção de etanol. "O pulo do gato será plantar algo que seja mais fácil de separar os polímeros para aproveitar tudo e reduzir custos".
Fernando Exman