Uma nova certificação para exportar à Rússia

04/12/2007

Uma nova certificação para exportar à Rússia


 

 

O secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Inácio Kroetz, esclareceu, sábado, que as plantas brasileiras que estavam habilitadas a exportar para a Rússia carne para processamento naquele país terão de ser certificadas para o varejo para retomarem as vendas. No fim de novembro, o ministério anunciou o fim do embargo russo às carnes bovina e suína de oito Estados brasileiros, imposto em dezembro de 2005 por conta de focos de aftosa em Mato Grosso do Sul e no Paraná. 


Segundo Kroetz, que esteve em Kaliningrado no último fim de semana na inauguração da fábrica da Sadia no enclave russo, as plantas que antes do embargo estavam habilitadas para processamento terão agora que ter habilitação conjunta de Brasil e Rússia para varejo, que é mais rigorosa. Só atendendo a essa exigência poderão voltar a exportar para o mercado russo. 


Além disso, Kroetz já havia informado em 27 de novembro que as plantas que exportam à Rússia terão também de atender a requisitos de embalagem individual das peças com etiqueta de origem, envio das cargas diretamente da indústria aos entrepostos nos portos e emissão de certificado sanitário internacional em papel moeda. 


Kroetz informou que as medidas que vêm sendo acertadas entre Brasil e Rússia fazem parte de um memorando de entendimentos entre os dois países que culminará num novo acordo sanitário. "A Rússia está caminhando para a OIE [Organização Internacional de Saúde Animal], por isso está adequando os requisitos sanitários". Como mira a OMC, a Rússia precisa se adequar às regras da OIE, que é o órgão consultivo para saúde animal daquela entidade. 


Dessa forma, disse Kroetz, a Rússia caminha para aceitar o critério de zona de contenção, estabelecido em maio pela OIE. Para acertar outros detalhes do acordo, Kroetz deve voltar a se encontrar com representantes da área de sanidade animal da Rússia ainda este ano.