Commodities Agrícolas
Efeito Argentina
O clima seco na Argentina, terceiro maior produtor mundial de soja e principal exportador óleo vegetal e de ração animal à base de soja, ameaça as plantas jovens das lavouras do país. A possibilidade de menor oferta da commodity ajudou a puxar ontem a alta das cotações no mercado futuro. Na bolsa de Chicago, os contratos com vencimento em março subiram 8 centavos de dólar, para US$ 11,1750 por bushel. O clima seco, esperado para os próximos dez dias, pode ser sinal de temperaturas acima do normal para essa época do ano e também pode se estender para as lavouras do Sul do Brasil, segundo analistas ouvidos pela Bloomberg. No mercado doméstico, o preço da saca de 60 quilos fechou em alta de 0,37%, a R$ 43,45, de acordo com o indicador Cepea/Esalq.
Realização de lucros
A realização de lucro pesou ontem sobre a cotação do trigo no mercado futuro, que fechou em baixa. A estatal egípcia responsável pelo abastecimento de commodities, a principal compradora de trigo do país, informou a compra de 60 mil toneladas de trigo russo, mas nada de produto americano, o que também desapontou os investidores, segundo analistas ouvidos pela Dow Jones. Caso a estatal egípcia tivesse anunciado uma compra de volume maior, ainda que a origem não fosse o mercado americano, os preços poderiam ter subido, disseram os analistas. Na bolsa de Chicago, os contratos para março caíram 9 centavos de dólar, para US$ 8,85 por bushel. No mercado interno, a média da saca de 60 quilos subiu 0,17%, a R$ 30,17, segundo o Deral.
Calor na Flórida
Os contratos futuros de suco de laranja encerraram os negócios ontem no patamar mais alto das últimas duas semanas sob o temor de que o clima seco na Flórida, principal produtor de laranja depois de São Paulo, afete o crescimento das frutas e decepcione as estimativas de safra elaboradas pelo governo americano. Os pés estão carregados, mas as frutas estão menores que o normal, segundo analistas disseram à Bloomberg. Com o avanço de 130 pontos, ou 0,9%, os papéis com vencimento em janeiro foram a US$ 1,413 por libra-peso. Também com ganho de 130 pontos, os contratos para março fecharam a US$ 1,4090 por libra-peso. No mercado interno, a caixa de 40,8 quilos saiu por R$ 12,35 na média paulista, de acordo com o levantamento do Cepea/Esalq.
Compras especulativas
Os preços futuros do açúcar fecharam em alta nas bolsas internacionais ontem, impulsionados por compras especulativas, segundo analistas ouvidos pela agência Dow Jones. Na bolsa de Nova York, os contratos para março encerraram a 9,85 centavos de dólar por libra-peso após o ganho de 11 pontos. Em Londres, os papéis com vencimento em março subiram US$ 2,30, ou 0,8%, cotados a US$ 290,30 por tonelada. Com clima seco e temperaturas dentro da médias nas regiões produtoras do Brasil, os papéis têm atraído os investidores, argumentaram os analistas. No mercado paulista, a saca de 50 quilos fechou a R$ 23,45, sem variação em relação ao dia anterior, segundo o índice Cepea/Esalq. Em dezembro, a alta acumulada é de 0,64%.