Commodities Agrícolas
Demanda americana
Os preços futuros do algodão fecharam em alta ontem (dia 6), impulsionados pela boa demanda pela pluma dos Estados Unidos, o maior exportador global. Os registros semanais de exportação dos EUA ficaram em 219,4 mil fardos, 1% acima sobre a média das últimas quatro semanas, informou a agência Bloomberg, citando o relatório do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). A China, o maior importador mundial de algodão, foi o principal comprador do produto americano, com a aquisição de 42,1 mil fardos. Em Nova York, os contratos para março fecharam a 63,78 centavos de dólar por libra-peso, com alta de 41 pontos. No mercado paulista, o preço do algodão fechou cotado a R$ 1,2347 a libra-peso, elevação de 0,84%, segundo o índice Cepea/Esalq.
Produção da Indonésia
A estimativa de que a produção de café na Indonésia, principal produtor do grão na Ásia depois do Vietnã, crescerá de 300 mil para 400 mil toneladas, pesou sobre a cotação da commodity nos mercados futuros, segundo analistas disseram à Bloomberg. A previsão foi apresentada pela Associação de Exportadores de Café da Indonésia. Em Londres, os contratos de café robusta para entrega em março recuaram US$ 19, para US$ 1.773 por tonelada. Em Nova York, a cotação dos papéis da variedade arábica com vencimento em março recuou 21 pontos, a US$ 1,2905 por libra-peso. No mercado paulista, a saca de 60 quilos encerrou com baixa de 2,72%, a R$ 253,84, de acordo com o índice Cepea/Esalq. Foi a primeira queda desde a última quinta-feira.
Fundos compram
Os preços futuros do milho encerraram em alta ontem, revertendo a tendência de baixa do início do dia na medida em que fundos de pensão e outros compradores aumentaram seus investimentos em commodities agrícolas. "Toda vez que o mercado recua, há especuladores aguardando para comprar", disse à Dow Jones Don Roose, presidente da U.S. Commodities, em Iowa. "Os mundo dos investidores acordou para as commodities. Isso é só o começo", completou Phillippe Comer, do Barclays. Na bolsa de Chicago, os papéis para entrega em março subiram 0,75 centavo de dólar, uma alta de 0,2%, e fecharam a US$ 4,12 por bushel. No mercado interno, a saca de 60 quilos do milho encerrou o dia cotada a R$ 34,62, com variação positiva de 0,12%, segundo o indicador Cepea/Esalq.
Oferta apertada
O receio de que a próxima safra de trigo será apertada voltou a guiar os mercados ontem e puxou nova alta na cotação da commodity. O Canadá reduziu sua estimativa de produção de 14,3 milhões para 13,8 milhões de toneladas para a safra 2007/08. A boa demanda por exportações e opiniões ainda divergentes sobre o clima no próximo inverno dos Estados Unidos também puxaram a alta, disseram analistas ouvidos pela Dow Jones. Na bolsa de Chicago, o papel para março teve alta de 6,5 centavos de dólar, para US$ 8,915 por bushel. Em Kansas, o ganho do contrato com vencimento em março foi de 10,5 centavos de dólar, a US$ 9,20 o bushel. No mercado doméstico, a média da saca de 60 quilos fechou em alta de 0,73%, a R$ 30,39, segundo o Deral.