Commodities Agrícolas

10/12/2007

Commodities Agrícolas

 

Brasil preocupa 
 
Os preços futuros do café encerraram o pregão de sexta-feira com o maior preço em quase uma semana, devido a especulações de que o tempo seco no Brasil esteja segurando o desenvolvimento da lavoura nas regiões produtoras. Segundo o Cepea, a floração está atrasada em muitas mudas de café devido ao clima. "Essa condição de tempo seco terá influência sobre os mercados", disse David Moore, trader do Financial Management, da Califórnia. Na bolsa de Nova York, os contratos para entrega em março fecharam a US$ 1,3115, aumento de 21 pontos, ou alta de 1,2%. No mercado paulista, a saca de 60 quilos do café encerrou o dia cotada a R$ 257,25, com alta de 1,34%, segundo o indicador Cepea/Esalq. No mês, a commodity acumula alta de 1,62%. 


Argentina vende menos


A Argentina, quarto maior exportador mundial de trigo, deverá reduzir suas exportações de trigo em 2008, depois de as geadas terem prejudicado as lavouras e de o governo ter elevado os impostos incidentes sobre os produtos agrícolas, disseram analistas ouvidos pela Bloomberg. Cerca de 1,3 milhão de toneladas de trigo, ou 8,4% da produção estimada da Argentina, foi prejudicada pelas geadas, segundo analistas de mercado. Em 2006/07, o país produziu 15,2 milhões e exportou 10,5 milhões, segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). As exportações do Canadá, segundo maior exportador, também devem cair. Na bolsa de Kansas, os contratos para março fecharam a US$ 9,50 o bushel, alta de 30 centavos. No Paraná, a saca de 60 quilos encerrou a R$ 30,46, segundo o Deral. 


Flórida em alerta 
 
Os preços futuros do suco de laranja fecharam com forte alta, atingindo a maior cotação de mais de 30 dias, com especulações de que as geadas podem prejudicar a safra da Flórida, maior produtor de laranja dos EUA., segundo informações informações de analistas ouvidos pela Bloomberg. Na bolsa de Nova York, os contratos para março fecharam a US$ 1,4370 a libra-peso, com alta de 290 pontos. Apesar do tempo frio, analistas afirmam que toda a região com pomares na Flórida também necessitam de chuvas. O mercado está atento aos números do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), que divulgará amanhã sua previsão de safra de laranja. No mercado paulista, a caixa de 40,8 quilos da laranja encerrou a R$ 12,42, segundo o índice Cepea/Esalq. 


Clima prejudica 
 
Os preços futuros da soja fecharam com forte alta, alcançando novamente a maior marca dos últimos 34 anos, após especulação de que o clima quente ameaça as lavouras de grãos da Argentina, com impacto também no Brasil. Na bolsa de Chicago, os contratos para março encerraram o pregão a US$ 11,3875 o bushel, com aumento de 21 centavos. Analistas ouvidos pela Bloomberg afirmaram que o temor sobre o clima seco está crescendo, uma vez que a estiagem na Argentina está se prolongando sobre as regiões produtoras. Os preços da soja estão firmes, puxados pela menor área nos EUA depois que os produtores americanos decidiram apostar no milho. No mercado paranaense, a saca de 60 quilos fechou a R$ 43,40, segundo o índice Cepea/Esalq.