Commodities Agrícolas
Temor com inflação
A queda de juros nos Estados Unidos pode impulsionar a demanda pelas commodities agrícolas, que serviriam como uma proteção ("hedge") contra a inflação. A perspectiva de inflação puxou a alta do milho ontem. Em Chicago, os papéis para março subiram 9,25 centavos de dólar, a US$ 4,3325 por bushel, o maior nível desde junho. A soja perdeu área para o milho na safra 2007/08, mas, com os preços atuais da soja, é possível que a área da oleaginosa volte a crescer no ciclo 2008/09 em detrimento da área de milho, diz Leonardo Sologuren, diretor da Céleres. Os preços de contratos mais longos de soja em Chicago estão valendo mais que os mais curtos. No mercado interno, a saca de 60 quilos do milho caiu 0,36%, a R$ 34,33, segundo o indicador Cepea/Esalq.
Demanda firme
A combinação de demanda forte, incertezas com a safra na América do Sul e fundamentos técnicos favoráveis manteve o ritmo das compras especulativas no mercado de soja, que fechou novamente em alta ontem. Os papéis com vencimento em janeiro subiram 16 centavos de dólar, a US$ 11,5150 por bushel. Os contratos para março foram a US$ 11,7075 por bushel com o avanço de 16,25 centavos de dólar. O anúncio do Federal Reserve e dos bancos centrais do Canadá, Suíça, Inglaterra e europeu de medidas para enfrentar a crise de crédito do setor imobiliário também adicionou liquidez ao mercado de commodities agrícolas, disseram analistas à Dow Jones. No mercado doméstico, a saca de 60 quilos subiu 0,25%, a R$ 43,88, segundo o índice Cepea/Esalq.
Fed anima compras
Os preços futuros do café robusta em Londres reverteram a baixa do início do dia e fecharam em alta ontem depois que o Federal Reserve anunciou que injetará dinheiro no sistema financeiro para aumentar a liquidez disponível do sistema financeiro internacional. Os contratos para março subiram US$ 11, ou 0,6%, para US$ 1.870 por tonelada. Com avanço de 18% acumulado em 2007, o café robusta está próximo de fechar em alta pelo quarto ano consecutivo. Na bolsa de Nova York, os papéis com vencimento em março fecharam negociados por US$ 1,3415 por libra-peso. No mercado paulista, a saca de 60 quilos do café encerrou o dia cotada a R$ 263,05, com alta de 0,99%, de acordo com o indicador Cepea/Esalq. No mês, a commodity acumula alta de 3,91%.
Novas máximas
A cotação do trigo nas bolsas de Chicago e Kansas atingiu ontem o teto de alta de 30 centavos de dólar. A cotação da commodity foi impulsionada pelo renovado temor de que os estoques não vão dar conta da crescente demanda mundial. Em Kansas, a alta de 30 centavos de dólar, ou 3,2%, levou a cotação dos contratos com vencimento em março a US$ 9,8175 por bushel, seu novo patamar recorde. Na bolsa de Chicago, com a alta de 30 centavos de dólar, ou 3,3%, os papéis para março encerraram a US$ 9,4050 por bushel. O recorde de Chicago, de US$ 9,6175 por bushel, foi registrado em 28 de setembro. No mercado paranaense, a média da saca de 60 quilos fechou em alta de 0,16%, a R$ 30,91, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral).