Commodities Agrícolas

14/12/2007

Commodities Agrícolas

 


Vendas especulativas

Os preços futuros do café fecharam em baixa ontem na bolsa de Nova York, pressionados por vendas de especuladores no mercado, segundo analistas ouvidos pela agência Dow Jones. Em Nova York, os contratos para março encerraram a US$ 1,3340 a libra-peso, com recuo de 75 pontos. Em Londres, os contratos para março fecharam a US$ 1.875 a tonelada, com aumento de US$ 4. Em São Paulo, a saca de 60 quilos caiu para R$ 261,07, segundo o Cepea/Esalq. O Centro de Inteligência do Café (CIC), vinculado à Secretaria de Agricultura de Minas Gerais, recebeu R$ 600 mil para dar continuidade às suas atividades de pesquisa e geração de informações da cadeia produtiva do café. Do total, R$ 500 mil foram repassados pelo Funcafé e o restante pela secretaria mineira. 


Chuvas nos pomares

As cotações do suco de laranja desceram ontem (dia 13) ao menor patamar em um mês na bolsa de Nova York, pressionadas por previsões de que as chuvas poderão a produção de laranja em São Paulo e na Flórida, que reúnem os dois principais parques citrícolas do mundo. Com isso, informou a agência Bloomberg, os contratos futuros com vencimento em março encerraram a sessão negociados a US$ 1,4365 por libra-peso, em baixa de 320 pontos (2,2%). Em São Paulo, a expectativa era de chuvas favoráveis até sábado; na Flórida, até domingo. No mercado doméstico, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias de suco saiu por R$ 12,61 na média paulista, segundo levantamento do Cepea/Esalq; nos últimos cinco dias, a variação positiva chega a 0,40%. 


Desvio de rota

As cotações da soja ensaiaram testar novas máximas, mas no fim caíram do maior nível em 34 anos ontem (dia 13) na bolsa de Chicago. Traders consultados pela agência Bloomberg afirmaram que a forte demanda por óleo de soja estimulava mais uma alta significativa, mas que valorização do dólar determinou a queda observada. Adiantaram, também, que é de se esperar alguma acomodação até o fim do ano, em virtude do ainda elevadíssimo patamar de preços praticados. Em Chicago, os contratos com vencimento em janeiro caíram 5,5 centavos de dólar, para US$ 11,46 por bushel. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos do grão subiu 0,46% e alcançou R$ 44,08. Neste mês de dezembro, há valorização acumulada de 0,71%. 


Para o alto e avante!

Os preços do trigo atingiram novas máximas ontem (dia 13) nas bolsas americanas, impulsionados, desta feita, pela surpreendente demanda de importadores pelo cereal produzido nos EUA. Conforme a agência Bloomberg, o país exportou 513,8 mil toneladas na semana encerrada em 6 de dezembro, mais que o dobro do total embarcado na semana anterior e bem acima do que esperavam os analistas. Ontem, o Japão anunciou a compra de outras 150 mil toneladas. Tamanha demanda reduz ainda mais os estoques americanos. Em Chicago, março subiu 13 centavos de dólar (1,4%) e fechou a US$ 9,535 por bushel, enquanto em Kansas o mesmo vencimento subiu 1,25 centavo, para US$ 9,83 por bushel. No Paraná, a saca de 60 quilos subiu para R$ 31,02.