Agropecuária eleva o PIB do Estado
A economia baiana deve encerrar o ano de 2007 com crescimento de 4,5%. Esta é a estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB) do Estado divulgada ontem pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais (SEI). O valor acompanha a previsão de crescimento do Brasil, que deve ficar entre 4,5% e 5%, de acordo com as previsões do Banco Central.
De acordo com o estudo, a agropecuária liderou a expansão do PIB, com uma expansão de 4,8%.
Na agricultura, em particular, um dos desempenhos mais positivos foi verificado na safra de grãos, que deve se aproximar de 5,4 milhões de toneladas. O setor de serviços registrou um crescimento de 4,6%.
A indústria apresentou desempenho inferior a 2006 e cresceu 3,7%, contra os 4,7% do ano passado. A indústria de transformação saiu de uma taxa de 3,3%, em 2006, para 2,2% este ano.
VULNERABILIDADE – O resultado fraco na indústria – a Bahia cresceu 3,7%, enquanto o Brasil, 4,8% – deve-se à ausência de grandes empreendimentos industriais. “Não é todo ano que temos uma Ford.
Temos um atraso fantástico em infra-estrutura na Bahia e não houve um significativo investimento nessa área nos últimos 30 anos”, afirmou o secretário de Planejamento, Ronald Lobato.
O secretário disse ainda acreditar que a tendência de crescimento de 4,5% da economia baiana pode ser superada. Ele considera que este valor foi obtido com os resultados dos três primeiros trimestres de 2007, faltando ainda a contribuição dos últimos três meses, que deve ser conhecida apenas em 2008. Lobato argumentou que a vulnerabilidade da indústria devese a um problema estrutural.
“Na Bahia, a indústria mais forte é a de bens intermediários. Isto significa que somos mais sujeitos às oscilações de crescimento do que uma estrutura industrial melhor distribuída entre escalas. No resto do País, com o aumento comércio, aumenta a produção industrial.
Nossa proposta é desenvolver as pequenas e médias, para um projeção menos sujeita a resultados pontuais. Em 2004, houve amadurecimento dos principais projetos industriais e, de lá para cá, redução do ritmo de crescimento”, disse o secretário, considerando que a duplicação da Refinaria Landulpho Alves (RLAM), a Ford e as plantas de celulose foram os maiores empreendimentos no setor nos últimos sete anos.
O fim da CPMF foi considerada muito grave para a Bahia pelo secretário.
Lobato reclamou que o Estado tem “recursos orçamentários muito escassos”.