EBDA oferece cursos para produtores de leite de cabra
A Bahia tem o maior rebanho de caprinos do País, com cerca de 4 milhões de cabeças. Um dos produtos da caprinocultura, o leite, no geral, não é fonte de renda para os produtores da agricultura familiar. “Não há demanda para o leite de cabra in natura. Então, é um produto que é consumido pela família produtora e o excedente é desperdiçado“, conta o zootecnista Geraldo Magalhães, chefe do Centro de Profissionalização de Caprinocultores (Centrecapri), da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), localizada em Jaguarari. Para dar valor ao produto e gerar renda, a EBDA desenvolve há nove anos cursos profissionalizantes para produção de queijos e outros produtos lácteos.
Cerca de 5 mil agricultores já passaram pela escola da empresa e cinco comunidades de Cacimba do Silva, em Juazeiro, estão comercializando os produtos. A aprendizagem engloba a fabricação do iogurte, do licor de leite de cabra e dos queijos tipo minas, coalho, boursin, pelardon e o “caraibano“ – criação de Magalhães, premiado em uma feira no Japão. O zootecnista é responsável, ainda, pela criação da mozarela e do provolone de cabra.
Nos cursos, Magalhães dá ênfase à higiene e aspectos sanitários. Uma das inúmeras informações passadas por ele trata do cuidado, na ordenha, de observar o leite dos três primeiros jatos de cada teta, tanto de cabras como de vacas, para identificar a presença de sangue ou pus.
“Isso impede que o leite de algum animal doente seja usado. Os três primeiros jatos devem ser também desprezados“, frisa.
Cuidados com a sanidade animal evita que consumidores sejam contaminados por doenças graves, como a brucelose. (JS)