Seagri anuncia convênios e garante expansão da Biofábrica
Para garantir a ampliação das atividades da biofábrica, que vai reforçar a atuação na produção de mudas de vários cultivos em larga escala e também a produção de clones de cacaueiros, a Secretaria de Agricultura da Bahia anunciou a assinatura do novo contrato de gestão e três convênios com o instituto. O termo foi assinado na última sexta-feira (14), durante a reunião do Conselho de Administração da Biofábrica.
O novo contrato de gestão, no valor de R$ 2,4 milhões, assinado em caráter emergencial é destinado a despesas de custeio, que incluem a manutenção da unidade de produção de clones localizada no povoado de Banco do Pedro, em Ilhéus, e o jardim clonal do município de Arataca, além do escritório central de Itabuna.
Os três convênios, que estão dentro do novo contrato, são destinados à produção de clones de cacaueiros e a projetos de diversificação no Sul e Extremo Sul e em outras regiões da Bahia. O primeiro, no valor de R$ 735 mil, já se encontra a disposição da Biofábrica, e serão investidos na produção de um milhão de mudas de fruteiras e de 300 mil mudas de cacaueiros resistentes à doenças e com alta produtividade O segundo garantirá a produção de um milhão de mudas de fruteiras e 500 mil de cacau resistente a vassoura-de-bruxa. Serão produzidas no próximo ano e destinadas a agricultores familiares.
Diversificação
A Seagri também vai liberar R$ 5,4 milhões para a produção de 3 milhões de mudas de seringueira, pesquisadas e certificadas pela Ceplac e pela indústria de pneumáticos Michelin; e ainda cultivar 50 hectares de mandioca de alto rendimento, desenvolvida pela Embrapa, que serão transformadas em manivas (pedaços de caule: sementes) quantidade suficiente para plantar 300 hectares.
Para o diretor geral da Seagri, Itazil Benício dos Santos, a Secretaria “tem a Biofábrica como um instrumento essencial para o desenvolvimento e diversificação das culturas e para o fortalecimento da agricultura familiar, produzindo e distribuindo material de excelente qualidade”. Benício destaca ainda que “a Biofábrica terá um papel importante no PAC do Cacau, que prevê não apenas o fortalecimento do cacau, mas a implantação de outros cultivos em larga escala, como pupunha, dendê, seringueira e frutas”.
O diretor da Biofábrica, Moacir Smith Lima, afirma que “o fortalecimento da instituição tem uma importância social muito grande, já que a agricultura familiar responde por cerca de 80% das propriedades rurais baianas”. Segundo ele, “os convênios darão uma nova dimensão à Biofábrica, que contribuirá para a recuperação da lavoura cacaueira e para a diversificação de culturas em todo o estado da Bahia a exemplo da seringueira, ampliada a partir de materiais resistentes e em condições de competitividade”.
A Biofábrica
O Instituto Biofábrica do Cacau é uma organização social vinculada ao Governo do Estado. Localizado no povoado de Banco do Pedro, o mais populoso do município de Ilhéus, é responsável pela multiplicação de clones resistentes a doença conhecida como vassoura-de-bruxa. Possui a maior área de viveiro em campo aberto do mundo. São 40 mil metros com capacidade de armazenar 4.8 milhões de plantas. No local está instalado um dos mais modernos laboratórios de micropropagação do Brasil.
O órgão possui 178 colaboradores em seu quadro, é o maior empregador da zona rural ilheense. A nova gestão Wagner tem ajudado a impulsionar os trabalhos da Biofábrica. Foram estabelecidas parcerias para novos projetos, como o Mata Verde desenvolvido pela Superintendência de Agricultura Familiar (SUAF), da Seagri que forneceu pela primeira vez e gratuitamente mudas a agricultores familiares do Estado.
Seagri/Ascom
17-12-07
Daniel Thame