Commodities Agrícolas
Último leilão do ano
O governo vai ofertar amanhã 100 mil sacas de 60 quilos de café arábica. Este será o 23º e último leilão deste ano, informou o Ministério de Agricultura. Os cafés fazem parte do estoque do governo, referentes às safras 1987/88 e 1988/89, armazenados nas cidades paranaenses de Maringá e Astorga. Desde janeiro, o governo ofertou cerca de 1,05 milhão de sacas de seus estoques, arrecadando R$ 201 milhões, repassados ao Funcafé (Fundo de Defesa da Economia Cafeeira). Ontem, os preços futuros do grão fecharam mistos. Em Nova York, os contratos para março fecharam a US$ 1,3345 a libra-peso, recuo de 50 pontos. Em Londres, os contratos de março fecharam a US$ 1.894 a tonelada, alta de US$ 34. Em São Paulo, a saca de 60 quilos encerrou a R$ 264,49, segundo o índice Cepea/Esalq.
Ameaça de frio
As compras especulativas e a tomada de posição para uma possível onda de frio no cinturão de produção de laranja na Flórida no próximo inverno do hemisfério norte foram os principais fatores a puxar a alta da cotação do suco de laranja concentrado nos mercados futuros. Os contratos com vencimento em março negociados em Nova York subiram 305 pontos, a US$ 1,4840 por libra-peso. A queda mais forte das temperaturas deve ocorrer em duas semanas ou em até um mês, segundo traders ouvidos pela Dow Jones, embora os serviços de meteorologia continuem a prever temperaturas frias que não representam grande ameaça às plantações. No mercado paulista, a caixa com 40,8 quilos encerrou a R$ 12,69, segundo o índice Cepea/Esalq.
Realização de lucros
O movimento de realização de lucros acabou determinando a queda da cotação do trigo ontem, depois de a commodity, ao longo do dia, ter superado pela primeira vez a barreira de US$ 10 por bushel. Na bolsa de Chicago, os papéis com vencimento em maio fecharam em queda de 13,25 centavos de dólar, a US$ 9,6125 por bushel. Em Kansas, os contratos para maio encerraram a US$ 9,80 por bushel após o declínio de 9 centavos de dólar. Os mercados estão em busca de um patamar de preço que seja condizente com a queda dos estoques e o aumento da demanda mundial, disseram analistas à Dow Jones. No mercado doméstico, a saca de 60 quilos encerrou negociada por R$ 31,08, uma queda de 1,61%, de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral).
Forte alta em NY
Os preços futuros do açúcar fecharam com forte alta, alcançando o maior patamar dos últimos nove meses, impulsionados por compras de especuladores, segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg. Na bolsa de Nova York, os contratos para maio encerraram a 10,96 centavos de dólar por libra-peso, com elevação de 27 pontos. Na bolsa de Londres, os contratos para maio fecharam a US$ 309,30 a tonelada, com aumento de US$ 4,30. No mercado paulista, a saca de 50 quilos fechou a R$ 23,61, segundo o índice o índice Cepea/Esalq. A colheita de cana no centro-sul do país vai terminar no final desta semana, segundo levantamento da União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica). A expectativa é moer 425 milhões de toneladas nesta safra, a 2007/08.