Futuro Promissor - Tecnologia e pesquisa para biocombustíveis
O uso industrial da tecnologia é novo e as pesquisas ainda recentes. Com exceção do etanol, que já é bem conhecido pelos consumidores brasileiros. os biocombustíveís estão nas primeiras fases de desenvolvimento. Timidamente, os combustíveis derivados de plantas oleaginosas já começaram a ser inseridos na matriz energética brasileira, mas para que mamona, dendê, girassol ou soja se tornem de fato uma realidade energética, será preciso um grande esforço dos pesquisadores para resolver os chamados gargalos tecnológicos e compatiblizar produção de energia e de alimentos.
Hoje, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) permite que o B2, uma mistura que contém 2010 de biodiesel e 98010 de diesel fóssil, seja usado na frota nacional. Na Bahia, ele é vendido em mais de 120 postos. A partir do próximo ano, o B2 se torna obrigatório e a venda da mistura com 5% de diesel vegetal passa ser facultativa. Nessas proporções não há necessidade de adaptação de motores, mas para passar do B20 é necessário descobrir o que é preciso modificar nos veículos.
A procura de soluções para a implementação plena do biodiesel começa no início da cadeia produtiva, ainda no cultivo das oleaginosas. “No caso da soja e do algodão a produtividade já é bastante alta e dificilmente poderá aumentar, mas para outras plantas como dendê, mamona e girassol novas tecnologias podem aumentar, e muito, a produtividade”.
Também há necessidade de investigação sobre novas variedades de plantas para extração de óleo”, explica Teima Andrade. coordenadora do programa baiano pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti).
Entre os óleos usados hoje na produção do biodiesel, o de soja é o empregado em maior escala. O girassol rende um produto com fácil aplicação, mas o dendê e a mamona precisam de desenvolvimento tecnológico. "No caso do dendê, o óleo produzido tem acidez elevada e precisa de pré-tratamento para evitar a formação de sabão. Vamos precisar de equipamentos mais adequados ao processo", esclarece Teima Andrade. Já no caso da mamona, o óleo produzido é muito viscoso e, por isso, precisa ser misturado antes da utilização final.