Potencial do semi-árido baiano é tema de 34 pesquisas científicas

19/12/2007

Potencial do semi-árido baiano é tema de 34 pesquisas científicas

 

semi-árido baiano, onde vivem cerca de 6,5 milhões de pessoas – o equivalente a dois terços da população do estado – é alvo de 34 pesquisas científicas que começarão a ser desenvolvidas no início de 2008.

Os estudos serão realizados com recursos no valor de R$ 3 milhões do Edital Temático do Semi-árido, desenvolvido pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb).

O apoio aos cientistas foi formalizado numa solenidade realizada ontem, na sede da fundação.

Potencialidades – De acordo com o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Ildes Ferreira, o Edital Temático do Semi-árido vai permitir que as potencialidades da região sejam reconhecidas e estudadas.

"Estão no semi-árido o bioma da caatinga, reservas minerais, solos ricos, grandes mananciais aqüíferos subterrâneos e o sisal. Portanto, apoiando pesquisas que desenvolvam de forma sustentável essas riquezas, estaremos prestando um grande serviço à população do estado", afirma.

Biodiesel na região sisaleira

Entre as iniciativas apoiadas está a pesquisa coordenada pela economista Gisele Tiryaki, que vai fazer uma análise socioeconômica e ambiental da inserção do biodiesel na cadeia produtiva da região sisaleira.

"Acredito que será possível conciliar a tradicional produção do sisal à do biocombustível", afirma a pesquisadora.

Para que as duas atividades possam conviver, Gisele aposta na inserção de mais oleaginosas na região, além da mamona e do algodão, que já são plantadas.

"Queremos avaliar o grau de produtividade que pode ser alcançado pelo oricori, o amendoim e o pinhão-manso", diz.

Oficinas – Juntamente com o centro cultural do município, o projeto da geóloga vai oferecer também oficinas para condutores de trilhas, para a fabricação de jóias com pedras brutas (cristais) e para a confecção de renda de bilro.

Os recursos no valor de R$ 3 milhões são frutos de uma parceria entre a Fapesb, a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado da Bahia (Secti) e o Fundo Estadual de Combate e Erradicação da Pobreza (Funcep).