Commodities Agrícolas
Vizinhos influenciam
Sem notícias de maior relevância para guiar o mercado, a cotação do milho nos mercados futuros fechou em alta ontem pela influência do desempenho de soja e trigo, disseram traders à agência Dow Jones Newswires. A proximidade das festas de fim de ano também fez com que o volume de negócios fosse considerado modesto. Os contratos com vencimento em março subiram 2,75 centavos de dólar, para US$ 4,3475 por bushel na bolsa de Chicago. Os papéis para maio encerraram negociados por US$ 4,4525 por bushel após o avanço de 2,50 centavos de dólar. No mercado interno, a saca de 60 quilos fechou o dia negociada por R$ 33,26, uma queda de 0,19%, segundo o índice Cepea/Esalq. Em dezembro, a saca de milho já acumula perda de 3,64%.
Aperto dos estoques
O renovado temor com a queda dos estoques e a aceleração da demanda por trigo voltou a puxar a alta da commodity ontem nos mercados futuros. Na bolsa de Chicago, a alta de 23 centavos de dólar levou os papéis a US$ 9,69 por bushel. Em Kansas, os contratos para maio fecharam com avanço de 29,5 centavos de dólar, a US$ 9,8450 por bushel. A estatal indiana State Trading Corp. vai comprar 350 mil toneladas de trigo mesmo com preços recordes, o que aumenta o aperto da oferta do produto no mercado. Os estoques podem atingir, no fim de maio, volume 11% menor que o do mesmo período deste ano, segundo o Departamento de Agricultura americano. No Paraná, a saca de 60 quilos subiu 1,13%, a R$ 31,46, de acordo com o Deral.
Brasil avança mais
O Brasil, maior produtor de laranja do mundo, poderá ampliar ainda mais seus domínios no mercado global por conta da maior demanda pelo produto e também pela redução da oferta da Flórida, segundo maior produtor internacional, de acordo com relatório do Rabobank. O consumo global de suco de laranja deverá crescer 15%, para 24,1 bilhões de litros em 2010, na comparação com os 21 bilhões de litros registrados em 2006. A produção de laranja crescerá 9%, para 617,5 milhões de caixas, sobre os 567 milhões de caixas. O Brasil responde por 80% do mercado. Em Nova York, os contratos para março fecharam a US$ 1,4985 a libra-peso, com alta de 235 pontos. Em São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da laranja para as indústrias fechou a R$ 12,74, segundo o índice Cepea/Esalq.
Clima na Argentina
Os preços futuros da soja fecharam em alta ontem, na bolsa de Chicago, impulsionados por notícias de que a demanda pelo grão americano poderá aumentar, segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg. Problemas climáticos nas lavouras de grãos da Argentina poderá limitar a safra daquele país, segundo os mesmos analistas. Em Chicago, os contratos para março encerraram a US$ 1,1775 o bushel, com elevação de 9,25 centavos. O mercado está atento aos possíveis estragos na safra de grãos da Argentina, o terceiro maior exportador global do grão. Há previsões de chuvas para a próxima semana, mas ainda abaixo da média de novembro. No mercado paranaense, a saca de 60 quilos da soja encerrou a R$ 44,19, com recuo de 0,2%, segundo o índice Cepea/Esalq.