Wagner destaca crescimento da economia e do número de empregos
Crescimento de 4,5% da economia baiana e aumento na geração de emprego, que em dezembro deve registrar o melhor percentual dos últimos dez anos.
Esses foram os pontos destacados pelo governador Jaques Wagner como os mais positivos de 2007.
Apesar do otimismo com que registrou o crescimento da Bahia com mais inclusão social, o governador não deixou de lamentar, mais uma vez, a tragédia ocorrida na Fonte Nova, que resultou na morte de sete torcedores.
Para Wagner, o episódio foi muito duro e marca o ano de 2007.
Ele disse que, como governador, tem responsabilidade por todos os baianos, e que adotou todas as providências para prestar assistência às famílias das vítimas, buscando diminuir o sofrimento pela perda.
O governador lembrou que lei de sua autoria foi aprovada pela Assembléia Legislativa, permitindo que o Estado conceda pensão especial aos dependentes das sete vítimas.
Ressaltou, no entanto, que mesmo com toda a assistência que vem sendo prestada – com a participação das Voluntárias Sociais e demais órgãos do Estado –, as medidas não devolvem a vida das pessoas. "Esse é um trauma para a Bahia", assinalou.
Wagner falou das ações em que aposta, como os programas Todos pela Alfabetização – que busca reduzir em um milhão o número de analfabetos na Bahia e somente este ano registrou 200 mil matrículas – e o Água para Todos.
"Minha meta é elevar para 52% o acesso das pessoas à água de qualidade."
"O primeiro semestre, praticamente, se gastou arrumando a casa"
Arrumando a casa – O governador explicou que o primeiro ano é mais para arrumar a casa, pois está trabalhando com o orçamento proposto pelo governo anterior, que deixou muitas dívidas.
"O primeiro ano de governo é um ano mais duro. O primeiro semestre, praticamente, você gasta arrumando a máquina", disse.
Para Wagner, no segundo semestre, o governo ganhou um novo ritmo e muitas ações começaram a deslanchar.
"Eu diria que já estamos colhendo frutos em várias áreas: saúde, educação, segurança e cultura", lembrou.
Sobre resultado de pesquisa do Datafolha que avalia dez governadores e Wagner aparece na sétima posição, o governador diz que considera a avaliação positiva. "Há uma avaliação média de seis a seis e meio na maioria dos governadores, alguns em segundo mandato, com a máquina azeitada e rodando melhor", afirmou.
A expectativa do governador é que, entre 2008 e 2010, os resultados serão melhores e a sua avaliação também.
Falta de educação – Sobre os números negativos da Educação – segundo o IBGE, a Bahia tem mais de dois milhões de analfabetos –, o governador salientou ter sido este o quadro que recebeu do seu antecessor. "Um dos piores na educação pública do país e um dos nossos maiores desafios", ressaltou.
"Melhorar a educação é um dos nossos maiores desafios"
Ele lembrou que foi este quadro que o levou a lançar o Programa Todos pela Educação (Topa), com a participação de vários segmentos da sociedade, da área de comunicação, empresários, igrejas, e o próprio governo.
Conforme Wagner, na questão da escola profissionalizante, este ano, o governo dobrou o número de matrículas e propõe, ao longo dos quatro anos, quintuplicar.
Com relação à rede física, o governador informou que várias escolas foram reformadas, algumas delas em regime de mutirão, com a participação da comunidade.
O governador destacou também a participação da sociedade na construção das políticas públicas para a educação, ressaltando o papel da I Conferência Estadual de Educação Básica, cujo resultado foi considerado excepcional.
Wagner não esqueceu de citar a preocupação em valorizar os professores, proporcionando o reajuste salarial da categoria, mesmo tendo enfrentado uma greve de 54 dias.
Niemeyer – Na área de esporte, ele disse que a decisão de fazer um estádio novo para que Salvador possa sediar jogos da Copa do Mundo de 2014 foi tomada muito antes do acidente da Fonte Nova, quando foi alertado pelo presidente da CBF, Ricardo Teixeira, que o estádio não se adequava às normas e exigências da Fifa.
"O acidente da Fonte Nova foi um trauma para a Bahia"
"Para mim, já estava decidido. A dúvida era se o estádio novo seria construído na Paralela, por exemplo, ou no próprio local da Fonte Nova."
O governador disse que vinha amadurecendo a idéia e tinha dois projetos. Um para um estádio na Paralela e outro que interliga a Fonte Nova, inclusive, com o Metrô de Salvador, que vai passar no Campo da Pólvora.
Ele adiantou que em janeiro vai ao Rio e que já conversou por telefone com Oscar Niemeyer sobre a possibilidade dele executar projeto para um estádio.
"Aos 100 anos de idade, Niemeyer ainda é o maior arquiteto do Brasil. Vamos discutir a possibilidade dele fazer o projeto da Fonte Nova ou de outro equipamento no estado", adiantou.
Segurança – Wagner admitiu que a Bahia tem problemas sérios na área de segurança. Entre eles, a falta de contingente.
Para melhorar o quadro, está convocando os aprovados em concurso.
Outra medida destacada foi a liberação de R$ 10 milhões para a aquisição de veículos e equipamento.
"Temos alguns problemas na segurança. Entre eles, a falta de contingente"
Além disso, ressaltou o recebimento de equipamentos da Força Nacional de Segurança que atuou nos Jogos Pan-Americanos e o acordo firmado com o Ministério da Justiça para construção dos presídios de Barreiras, Vitória da Conquista e de um outro destinado a abrigar jovens entre 18 e 24 anos.
Wagner adiantou ainda estar buscando recursos para construção de um novo presídio feminino.