Commodities Agrícolas

27/12/2007

Commodities Agrícolas


Chuva na Flórida
 
Os preços futuros do suco de laranja fecharam com forte queda ontem, na bolsa de Nova York, pressionados por notícias de chuvas na Flórida, maior Estado produtor de laranja dos Estados Unidos, segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg. O mercado estava atento à falta de chuvas no Estado, o que poderia prejudicar a produção dos pomares americanos. Na bolsa de Nova York, os contratos para março encerraram a US$ 1,4605 a libra-peso, com queda de 325 pontos. Para a próxima semana, a expectativa é de clima frio para a Flórida, segundo relatório da agência de meteorologia Meteorlogix LLC. No mercado paulista, a caixa de 40,8 quilos para as indústrias fechou ontem a R$ 12,93, alta de 0,39% sobre os últimos cinco dias, segundo o índice Cepea/Esalq. 

Índia pressiona

Os preços futuros do açúcar fecharam em queda ontem nas bolsas internacionais, pressionados por notícias de que os embarques da Índia poderão ser retomados em breve, segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg. O gargalo logístico na Índia estava atrasando os embarques de açúcar daquele país. A Índia é o segundo maior produtor da commodity, atrás do Brasil. A expectativa é de que os indianos exportem cerca de 3,5 milhões de toneladas de açúcar. Na bolsa de Nova York, os contratos para maio fecharam a 11,18 centavos de dólar por libra-peso, com recuo de 13 pontos. No mercado paulista, a saca de 60 quilos de açúcar fechou ontem a R$ 23,91, com alta de 0,59% sobre sexta-feira, segundo o índice Cepea/Esalq. 

Soja puxa
 
O mercado futuro de milho registrou forte alta ontem na bolsa de Chicago influenciado pela valorização expressiva das cotações de soja nos Estados Unidos. Os contratos futuros com vencimento em maio subiram 8 centavos de dólar a US$ 4,6275 por bushel. Segundo a Reuters, o spot subiu para o maior valor em 11 anos puxado pelos ganhos da oleaginosa. Além da influência da soja, a demanda de milho para exportação, para criação de animais e para produção de etanol também continua forte. De acordo com a Dow Jones, a previsão de clima seco na Argentina também sustentou a valorização do milho. No mercado paulista, o grão teve pequena queda de 0,9% ontem, para R$ 32,74 a saca, segundo o Indicador Esalq/BM&F. 

Exportação argentina

Assim como o milho, o trigo também foi influenciado pela valorização da soja na bolsa de Chicago ontem. O contrato futuro do cereal para entrega em maio de 2008 subiu 7,25 centavos de dólar, a US$ 9,4350 por bushel, em Chicago. Em Kansas, maio teve alta semelhante e fechou a US$ 9,645 por bushel. Outra notícia altista para o trigo veio da Argentina, que ampliou o fechamento de seus registros de exportação de trigo indefinidamente, segundo informou fonte da Secretaria de Agricultura do país à Reuters. O Departamento de Agricultura dos EUA informou que, na última semana, as inspeções de exportação para o cereal alcançaram 18,45 milhões de toneladas, dentro das estimativas. No mercado do Paraná, o preço médio da saca de trigo ficou em R$ 32,05, alta 0,12%, segundo o Deral.