O PAC do Cacau e a CPMF

02/01/2008

O PAC do Cacau e a CPMF

 

O desânimo generalizou-se na região cacaueira. Os cacauicultures estão com o sentimento (latente) de que o PAC do Cacau desceu pelo ralo junto com a CPMF. O governo prometeu que até o fim deste ano anunciaria o plano.

Não o fez. Diz que será em março. Quem duvidava antes já não acredita e quem acreditava duvida.

O secretário da Agricultura, Geraldo Simões, pré-candidato a prefeito de Itabuna pelo PT, esteve dias atrás com a ministra Dilma Roussef, da Casa Civil. Ouviu dela que o compromisso feito pelo presidente Lula está mantido.

Um integrante do governo deu em “off” a explicação para o atraso do anúncio: “Foi um acidente de acomodação tetectônica depois do abalo da CPMF”. Traduzindo: houve um terremoto com epicentro no governo (a der rubada da CPMF) que gerou a necessidade de rearrumação do Orçamento da União. Mas o projeto está de pé.

O PAC do Cacau prevê o desembolso de R$ 2,3 bi, R$ 800 milhões para bancar a dívida dos produtores e R$ 1,5 bi para a implantação de novas alternativas agrícolas, à base de R$ 300 milhões por ano, nos próximos cinco anos. Sem a CPMF o governo perde R$ 120 bi em três anos.