Commodities Agrícolas
Reflexos da greve
A cotação do cacau nos mercados futuros recuou na sexta-feira. O fim da greve de cinco dias dos funcionários da Bolsa de Cacau e Café da Costa do Marfim, o maior produtor mundial da amêndoa, que interrompeu o registro das exportações do produto no país, foi creditado como um dos responsáveis pelo recuo. O mesmo encerramento da greve havia sido considerado o motivo do avanço no dia anterior. "Nós vamos registrar uma flutuação no cacau. Havia uma grande preocupação com a greve", disse um trader à Bloomberg. Em Nova York, os contratos para março recuaram US$ 22, ou 1%, a US$ 2.098 por tonelada, mas subiram 2% na semana. Em Ilhéus e Itabuna, o preço médio da arroba caiu de R$ 61,50 para R$ 60,50, segundo a Central Nacional dos Produtores de Cacau.
Torrefadores em ação
Os contratos futuros do café arábica atingiram na sexta-feira o menor patamar em dez dias na bolsa de Nova York devido a vendas especulativas e ao movimento baixista verificado em outras commodities. Segundo analistas ouvidos pela Dow Jones, os prejuízos só foram amenizados com a atuação de torrefadores, que entraram comprando papéis. Os contratos para entrega em março recuaram 250 pontos e fecharam a U$$ 1,3270 por libra-peso. Os para maio fecharam a US$ 1,3530, com igual recuo. De qualquer forma, o mercado está de olho na divulgação, amanhã, das previsões de safra da Conab para a atual safra, que começa em maio. No mercado interno, a saca de 60 quilos encerrou o dia a R$ 261,55, com queda de 1,64% em relação ao dia anterior, segundo o Cepea/Esalq.
Fundos compram
Os contratos futuros do açúcar negociados no mercado americano fecharam em alta na sexta, atingindo o maior preço em dez meses. Segundo analistas ouvidos pela Bloomberg, o movimento se deveu a especulações de que os fundos ampliariam as compras de açúcar para ajustar o mix de seus investimentos. Os preços do açúcar têm sido deprimidos pelo superávit global, ampliado por produtores como Brasil e Índia devido à demanda por biocombustíveis. "Os fundos devem comprar mais açúcar como parte do para balanceamento de suas posições", disse Jack Scoville, da Price Futures Group. Em Nova York, papéis para maio subiram 20 pontos e fecharam a 11,60 centavos por libra-peso. No mercado interno, a saca de 50 quilos ficou em R$ 24,14, segundo o Cepea/Esalq.
Liquidação em NY
As cotações do suco de laranja encerraram a sexta-feira em queda na bolsa de Nova York, com a continuidade de uma liquidação especulativa deflagrada na quinta-feira por previsões de frio moderado, e não intenso, sobre os pomares da Flórida. Os contratos com vencimento em janeiro fecharam a US$ 1,3855 por libra-peso, em baixa de 255 pontos, ao passo que os futuros para entrega em março recuaram 430 pontos, para US$ 1,3755 por libra-peso. O Estado americano reúne o segundo maior e mais importante parque citrícola do mundo, atrás apenas de São Paulo. Na média paulista, a caixa de 40,8 quilos de laranja destinada às indústrias de suco saiu por R$ 13,12 (mercado spot), na sexta-feira, segundo levantamento realizado pelo Cepea/Esalq.