Área de risco no sul da Bahia
O risco de novos casos de febre amarela no País levou o governo a recomendar ontem vacinação contra a febre amarela às pessoas que pretendem viajar para 11 Estados e o Distrito Federal, e para algumas localidades de outros seis Estados. Todas essas áreas são consideradas de risco. Além de os sete Estados da região Norte, dos três do Centro-Oeste e Distrito Federal, toda Minas Gerais e o Maranhão são considerados áreas de risco. O oeste do Piauí, São Paulo, Paraná e Santa Catarina foram classificados como área de transição. E o sul da Bahia e o Espírito Santo são tidos como de risco potencial.
O governo garante que há estoque suficiente de doses para atender tanto aos viajantes como a população desses locais que ainda não foram vacinadas ou que não estão mais imunes à doença. É necessário que se tome a vacina dez dias antes de seguir viagem.
A Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, informou que há um estoque de um milhão de doses para serem transportadas para esses locais.
Desse total, 300 mil doses foram enviadas para Brasília e para Goiás. O estoque estratégico do governo está em Minas Gerais (394 mil doses), no Amazonas (301 mil) e no Paraná (300 mil).
O secretário de Vigilância em Saúde, Gerson Penna, afirmou que, a partir do segundo semestre de 2007, passou-se a registrar o risco de maior circulação do vírus da febre amarela e que, por isso, o ministério e os governos estaduais e municipais intensificaram a vacinação.
“Como a população que reside nas áreas de risco tem tido alta taxa de vacinação, a maior possibilidade de transmissão ocorre para indivíduos que não residem nessas áreas”, disse. O Brasil produz cerca de 2,4 milhões de doses mensais. Penna não acredita que a febre amarela volte a atingir centros urbanos. A última vez que isso ocorreu foi em 1942.
De acordo com dados do governo, nos últimos 12 anos foram notificados no País 349 casos de febre amarela silvestre, que levaram à morte de 161 pessoas. O maior número de mortes ocorreu em Minas, onde foram registrados, ao longo desses 12 anos, 41 óbitos. Goiás aparece em seguida, com 30 mortes; o Amazonas vem depois, com 26 casos.
Gerson Penna afirmou que a doença é completamente evitável e que o mosquito da dengue, o Aedes aegpty, não transmite a febre amarela silvestre.
BRASÍLIA – Brasília registrou três suspeitas de febre amarela depois do alerta dado na última semana de 2007, quando macacos morreram na cidade. O caso onde há mais convicção de contaminação é do paciente Graco Carvalho Abubakir, de 38 anos.
Ele ingressou no hospital sextafeira, apresentando dores no corpo e de cabeça, diarréia e náuseas, sintomas da infecção. Morador do Lago Norte, Abubakir não é vacinado contra a doença. Entre os dias 29 de dezembro e 1º de janeiro, ele fez passeios em cachoeiras de Pirenópolis, cidade a 150 quilômetros de Brasília. Nos dois casos restantes a hipótese de infecção é mais remota. “Vamos aguardar exame laboratorial.
Mas pela avaliação clínica, há menos suspeitas de ser febre amarela”, afirmou o secretário de Saúde do Distrito Federal, José Geraldo Maciel.
O segundo caso registrado é de uma mulher, de 29 anos, que vive em um assentamento rural. Ela foi internada dia 5, com mal-estar, dores abdominais e febre. A suspeita maior, porém, é de que a mulher tenha leishmaniose visceral. O terceiro paciente, de São Sebastião e com 34 anos, foi internado dia 4 e morreu no dia seguinte. Análises preliminares descartam, porém, a ocorrência de febre amarela