Ampliação e melhoria do rebanho
Com um rebanho de 4,051 milhões de caprinos, a Bahia lidera o ranking nacional da especialidade e ocupa ainda o segundo lugar na criação de ovinos, com 3,165 milhões de animais (dados IBGE/2006). Segundo dados da Secretaria de Agricultura do Estado, 93% dos dois rebanhos estão no semiaacute;rido, região caracterizada por irregularidades climáticas acentuadas, com escassez de água e de forragens.
Com propósito de explorar esta situação econômica, em que pequenos agricultores retiram o sustento da família da criação desses animais, a Secretaria da Agricultura anuncia que vai comprar 70 mil caprinos e ovinos e distribuir entre 13 mil famílias do semiaacute;rido beneficiadas pelo programa oficial Sertão Produtivo.
Os animais, das raças Anglonubiana, Santa Inês e nativa, serão adquiridos por licitação e serão entregues a agricultores dos 133 municípios com menor IDH do Estado, informa a Secretaria da Agricultura. Acrescenta que a licitação terá 266 lotes de 260 animais, sendo 250 matrizes e 10 reprodutores por lote.
ROTATIVOS – A distribuição entre os agricultores será em regime de doação rotativa, informou o superintendente da Agricultura Familiar, Ailton Florêncio. “As famílias beneficiadas nesta fase doarão a mesma quantidade de animais para uma segunda família, num prazo de 18 meses”, explicou.
Na sua opinião, o Sertão Produtivo contribui para o melhoramento genético do rebanho no semiaacute;rido baiano.
O programa é desenvolvido pela secretaria, tendo como foco a caprinovinocultura, com um aporte de recursos de R$ 12 milhões para o estímulo à cadeia produtiva. Além da aquisição de matrizes e reprodutores, serão distribuídos aos agricultores familiares kits para ensilagem de forrageiras para reserva estratégica alimentar do rebanho para o período de estiagem.
“O importante é que tenharegimos muitas alternativas em relação à qualidade e preço. Para isso, formamos uma comissão técnica de avaliação do rebanho e adotamos alguns critérios restritivos, que asseguram a sanidade animal”, declarou o Ailton Florêncio, acrescentando que animais originários da Zona Tampão ou de áreas classificadas como risco de febre aftosa não poderão participar dos lotes