Produção industrial baiana cresceu 0,9% em novembro

14/01/2008

Produção industrial baiana cresceu 0,9% em novembro 

    

 Falta de investimentos em 2007 reflete no resultado
 

A indústria baiana cresceu 0,9% em novembro de 2007, quando comparada ao mês anterior, segundo relatório mensal divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em relação ao mesmo mês de 2006, a alta foi de 2,8%, enquanto que no acumulado do ano o desempenho continua positivo, com incremento de 1,5% na produção, mas bem abaixo do índice nacional, que chegou aos 6% de janeiro a novembro. No penúltimo mês do ano passado o destaque foi a alta nos setores de químicos (3,9%) e celulose e papel (14,3%), e a queda na produção metalúrgica básica (-4,7%) e nos alimentos e bebidas (-2,2%).


Quando a análise inclui os 12 últimos meses, o desempenho fica ainda menor (0,7%), deixando o estado na penúltima posição do país, à frente apenas do Ceará (0,6%). No mesmo período, a região nordestina cresceu 2%, puxado principalmente pelo estado de Pernambuco, com elevação de 4,3%. Na Bahia a trajetória é descendente, pois em outubro o crescimento acumulado era de 0,8%.


Os números, na análise da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), revelam a perda de fôlego da indústria baiana após um ano de poucas novidades. “Faltaram novos investimentos em 2007 e não há anúncios previstos para 2008”, alertou Marcus Verhine, assessor econômico da Superintendência de Desenvolvimento Industrial da Fieb.


Com a forte concentração da indústria e quase chegando ao limite da capacidade produtiva instalada, qualquer variação no desempenho das empresas afeta o resultado estadual. Um exemplo foi a influência do setor de papel e celulose, apesar da entrada em operação da Bahia Sul Celulose, do grupo Suzano. “Eles deram partida em uma planta nova e precisaram realizar paradas em outras unidades no sul do estado, mas esperamos a recuperação do setor”, ponderou Vehine.


Como historicamente o mês de dezembro registra uma diminuição no crescimento, 2007 deve fechar com um desempenho ainda menor. “É um mês mais curto, com muitas festas, férias de trabalhadores resultando em poucos dias úteis. Outro fator é que a produção, visando às festas de fim de ano, se concentrou em novembro”, explicou Joilson Rodrigues de Souza, chefe do setor de informações do IBGE. No Brasil, os estados com melhor desempenho nos últimos 12 meses foram Minas Gerais (8,6%), Rio Grande do Sul (7,4%) e Espírito Santo (6,9%).