Commodities Agrícolas
Realização de lucros
As cotações da soja registraram forte queda ontem na bolsa de Chicago, pressionadas por realizações de lucros após recentes altas expressivas. Notícias de controle de preços de commodities na China também colaboraram para a baixa, segundo a agência Dow Jones Newswires. Os contratos com vencimento em março encerraram a sessão a US$ 12,77 por bushel, um recuo de 24,50 centavos de dólar, ao passo que os futuros para entrega em maio perderam 23,25 centavos e fecharam a US$ 12,9650. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos do grão negociada no Estado do Paraná registrou variação negativa de 0,86%, para R$ 46,33. No acumulado deste mês de janeiro, entretanto, os ganhos ainda alcançam 3,46%.
Queda em Chicago
As cotações futuras de milho fecharam em queda ontem na bolsa de Chicago pressionadas por um movimento de realização de lucros e vendas técnicas, disseram analistas à Dow Jones Newswires. Os contratos com vencimento em maio encerraram a US$ 5,1475, com perda de 6,75 centavos de dólar. Outros mercados, como o da soja, estiveram fracos e, além disso, houve melhora do clima na América do Sul, com chuvas em partes da Argentina, fatores que ajudaram a pressionar o mercado. Temores de desaquecimento na economia mundial também contribuíram para o recuo. Um trader comentou que o mercado de milho está muito comprado, portanto, sujeito a uma correção técnica. O indicador Esalq/BM&F para o milho ficou ontem em R$ 31,76 por saca, queda de 0,57%.
Forte alta em NY
Os preços futuros do açúcar fecharam com forte alta ontem nas bolsas internacionais, impulsionados por compras de fundos e especuladores no mercado, segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg. Em Nova York, os contratos para maio encerraram o dia a 12,14 centavos de dólar por libra-peso, com alta de 22 pontos. Na bolsa de Londres, os contratos para maio fecharam a US$ 345,20 a tonelada, aumento de US$ 8,20. A Índia, segundo maior produtor mundial de açúcar, deverá reduzir sua produção dos 28 milhões de tonelada em 2007/08, para 26 milhões de toneladas em 2008/09, segundo o Ministro da Agricultura daquele país, Sharad Pawar. No mercado paulista, a saca de 50 quilos fechou a R$ 25,01, com alta de 0,85%, segundo o índice Cepea/Esalq.
Dia movimentado
As cotações dos contratos futuros de trigo fecharam sem direção comum ontem nas bolsas americanas, num dia dominado por rolagens de posições, realização de lucros e notícias que a área de plantio de inverno nos EUA será menor do que estimam os analistas. Na bolsa de Chicago, os papéis para março caíram 5,50 centavos de dólar, para US$ 9,2650; em Kansas, o mesmo vencimento subiu 3 centavos de dólar, para US$ 9,59, e em Minneapolis houve ganho de 27 centavos, para US$ 11,3475 - o maior valor da histórica para um futuro de trigo. No mercado doméstico, a saca de 60 quilos subiu, em média, 0,15%, para R$ 33,81 no Paraná, conforme levantamento do Departamento de Economia Rural (Deral) - vinculado à Secretaria da Agricultura do Estado.