Agrenco muda sede e mira energia

18/01/2008

Agrenco muda sede e mira energia 

 


A abertura de capital em outubro do ano passado já está provocando as primeiras modificações na trading Agrenco. A mais imediata é a reestruturação física da empresa, cuja sede, em São Paulo, será transferida para a Suíça. A idéia é unificar as diferentes áreas de atuação em Genebra. Prestes a mudar de casa, diretores da empresa reúnem-se hoje (dia 18) em Lindóia (SP) para discutir novas estratégias e desafios. 


Entre eles, investimentos em biocombustíveis e energia. A expectativa é de operar já em março a primeira usina de biodiesel, em Alto Araguaia (MT). Ela depende ainda de licenciamento ambiental. Até o fim do ano também deverão entrar em ação as usinas em Caaparó (MS) e Marialva (PR). Os três complexos terão capacidade estimada de produção de 450 milhões de litros de biodiesel por ano, com investimento de US$ 150 milhões. 


"Em duas delas, de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, investiremos em energia a partir do biodiesel", disse ao Valor o norueguês Svein Ove Faksvag, diretor de energia da Agrenco, na primeira entrevista à imprensa após o período de silêncio. Ele estima produção de 320 mil MWh por ano, que serão vendidos à rede. 


O grupo espera também vender créditos de carbono no mercado internacional, com a substituição de energia suja por limpa. Se usada toda a capacidade de produção, as usinas deixariam de emitir 1 milhão de toneladas de CO2 por ano. A Agrenco aguarda a aprovação da metodologia para projetos de biodiesel na ONU. 


A empresa estima ter faturado US$ 1,5 bilhão no ano passado.