Programa controla a qualidade do algodão produzido na Bahia
Neste sábado termina o prazo-limite para o plantio do algodão de sequeiro a ser cultivado na safra 2007/2008, conforme estabelece a Portaria estadual 174/04.
O objetivo é combater as principais doenças e pragas do algodão, como bicudo, pulgões, ácaros, ramulose, fusariose, virose.
O algodão é cultivado nas regiões oeste e sudoeste do estado – nessa última, a Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) está intensificando suas ações para beneficiar cerca dos 700 agricultores familiares, que participam do Programa de Revitalização da Cotonicultura do Vale do Iuiú.
"A atividade marca o início das ações da agência dentro do programa. O Vale do Iuiú foi acometido pelo ataque do bicudo do algodão, na década de 80, o que gerou sérios prejuízos para o local", afirmou o diretor-geral da Adab, Altair Santana.
A região sempre teve a maior produção de algodão do estado, hoje concentrada no oeste, chegando a plantar 330 mil hectares/ano, mais do que se planta agora.
Estratégias – Dentre as estratégias da defesa agropecuária do estado para a revitalização, destacam-se a intensificação da fiscalização do processo de plantio e arranquio de soqueiras e o incentivo para criação de novas tecnologias de combate à praga do bicudo do algodão, a exemplo do ‘tubo mata bicudo’, que consiste numa nova ferramenta de controle da praga.
A Adab também fará a certificação dos produtores contemplados pelo Programa do Algodão da Bahia (Proalba).
Está previsto ainda o aumento do número de armadilhas de feromônio para monitoramento da praga na região.
Atualmente, existem 274 armadilhas georreferenciadas para a captura dos insetos, localizadas nos municípios de Guanambi, Palmas de Monte Alto, Iuiú, Malhada, Igaporã, Candiba, Pindaí e Urandi.
A partir dos dados coletados com essas armadilhas, a Adab tem conhecimento da população de bicudo na região.
Adab orienta quanto ao uso de agrotóxicos
Em breve, a Adab dará início à orientação dos produtores na utilização correta de defensivos agrícolas e uso dos equipamentos de proteção individual para o manuseio de agrotóxicos.
Como parte do projeto Campo Limpo, desenvolvido pela agência em parceria com o Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (Inpev), os agricultores serão orientados quanto à importância da realização da tríplice lavagem dos vasilhames e devolução de embalagens vazias de agrotóxicos, que na região acontecerá nos postos de recolhimento do projeto localizados em Palmas de Monte Alto.
"É necessário que todos os produtores estejam conscientes da importância de se combater o bicudo nas plantações do algodoeiro, para que a cotonicultura de base familiar consiga ter competitividade nos mercados local e nacional", disse Santana.
A Bahia é o segundo maior produtor nacional de algodão, atrás apenas do Mato Grosso – cerca de 90% da produção se concentra no oeste do estado. Nos dois últimos anos, foi verificado um crescimento de 13% na exportação de algodão e fibras têxteis vegetais produzidos na Bahia.