Commodities Agrícolas

23/01/2008

Commodities Agrícolas

 


Poderia ter sido pior

Assim como nas outras commodities agrícolas, o risco de recessão nos Estados Unidos denotado pela redução de juros pelo Fed, o banco central americano, puxou a queda do preço do cacau. O fim da greve na Bolsa de Cacau e Café na Costa do Marfim, em contrapartida, que pode melhorar os registros das exportações do maior produtor mundial da amêndoa, ajudou a limitar as perdas. Em Nova York, os contratos com vencimento em março caíram US$ 10, ou 0,5%, para US$ 2.131 por tonelada, e os papéis para maio recuaram US$ 9, a US$ 2.153 por tonelada. Em Ilhéus e Itabuna, a arroba do cacau encerrou negociada, na média, por R$ 64, uma leve alta em relação aos R$ 63,50 da segunda-feira, de acordo com a Central Nacional dos Produtores de Cacau (CNPC). 


Na contra-mão

Em meio às notícias de turbulências no mercado internacional, os preços futuros do café fecharam ontem em alta, atingindo a maior cotação das duas últimas semanas, impulsionados por compras de fundos e especuladores. Na bolsa de Nova York, os contratos para maio encerraram a US$ 1,3770 a libra-peso, com alta de 190 pontos. Na bolsa de Londres, os contratos para março fecharam a US$ 2.047 a tonelada, com aumento de US$ 62. No mercado paulista, a saca de 60 quilos fechou a R$ 269,63, com alta de 0,9%. No país, a colheita do grão robusta começa em março no Espírito Santo e se intensifica a partir de maio em Minas e São Paulo, com a colheita do tipo arábica. O mercado estima que a produção na safra 2007/08 ficará entre 45 4 47 milhões de sacas. 


Além da crise, o frio

Os preços futuros do suco de laranja fecharam em queda ontem, seguindo o movimento baixista da maioria das commodities por conta da recessão americana. Na bolsa de Nova York, os contratos para maio encerraram o dia a US$ 1,3525 a libra-peso, recuo de 240 pontos. Analistas ouvidos pela agência Bloomberg informaram que as cotações também perderam suporte com o menor impacto de riscos nos pomares da Flórida, maior Estado produtor de laranja, por conta do frio. Analistas estavam atentos às notícias de que o clima frio traria prejuízos aos pomares americanos. Mas até o momento não houve danos significativos. No mercado paulista, a caixa de 40,8 quilos do produto para as indústrias fechou a R$ 13,65, segundo o índice Cepea/Esalq. 


Piso em sete meses

Os preços futuros do açúcar fecharam com forte queda ontem, atingindo a menor cotação dos últimos sete meses, pressionados por notícias de que a recessão americana poderá inibir a demanda pelo produto e também para combustíveis, segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg. Na bolsa de Nova York, os contratos para maio fecharam a 12 centavos de dólar por libra-peso, com recuo de 41 pontos. Na bolsa de Londres, os contratos para maio fecharam a US$ 344,50 a tonelada, baixa de US$ 3,40. No início do ano, fundos e especuladores aumentaram suas posições em açúcar, o que contribuiu para a recuperação dos preços da commodity. No mercado paulista, a saca de 50 quilos encerrou ontem a R$ 25,76, alta de 1,46%, segundo o índice Cepea/Esalq.