Commodities Agrícolas
Alta na crise
O mercado de suco de laranja concentrado fechou com ganhos modestos ontem em Nova York, num movimento de recuperação após recentes quedas. Durante o dia, as altas foram mais significativas, mas março acabou fechando com ganho de 20 pontos a US$ 1,3370 por libra-peso. O contrato de maio encerrou com alta de 55 pontos a US$ 1,3580. Houve uma tentativa de puxar o mercado para cima, mas ela foi frustrada por vendas devido à falta de fundamentos altistas para sustentá-la, afirmou um operador à Dow Jones. O pequeno volume de negócios também impediu uma alta maior. Temperaturas frias na semana passada beneficiaram os pomares americanos, segundo um broker. Em São Paulo, a caixa de laranja para a indústria ficou em R$ 13,74 ontem, segundo o Cepea/Esalq.
Incerteza afeta
O algodão bateu limite de baixa na bolsa de futuros americana ontem em meio às incertezas nos mercados de ações e de outras commodities e à liquidação de posições compradas, segundo a Dow Jones Newswires. Os contratos futuros com vencimento em março e maio tiveram queda de 300 pontos, a 66,83 centavos de dólar por libra-peso e 68,61 centavos de dólar, respectivamente. Segundo analistas, o algodão abriu com baixa significativa na ICE Futures influenciado pela fraqueza em outros mercados, que estão sendo afetados pelas incertezas econômicas por conta da crise do mercado imobiliário nos Estados Unidos. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para o algodão ficou em R$ 1,4146 por libra-peso ontem, alta de 0,05% no dia.
Temor com recessão
Os preços do café futuro negociados em Nova York tiveram ontem o maior recuo desde novembro sob o temor generalizado no mercado de commodities agrícolas de que a economia mundial, sob influência dos Estados Unidos, caminha para um cenário recessivo. Os contratos de arábica com vencimento em março negociados em Nova York recuaram 370 pontos, ou 2,7%, para US$ 1,313 por libra-peso. Foi o maior declínio para o papel desde 2 de novembro - sua baixa já chega a 3,6% no mês. Os papéis para maio caíram 375 pontos, a US$ 1,3395 por libra-peso. Em Londres, o robusta para março caiu US$ 2, a US$ 2.045 por tonelada. No mercado doméstico, o preço da saca de 60 quilos caiu 0,56%, para R$ 268,11, de acordo com o índice Cepea/Esalq.
Liquidação em NY
Os preços futuros do açúcar voltaram a cair ontem, nas bolsas internacionais, com a venda de fundos e especuladores no mercado. Na bolsa de Nova York, os contratos para maio fecharam a 11,87 centavos de dólar por libra-peso, com recuo de 13 pontos. Na bolsa de Londres, os contratos para maio fecharam a US$ 342,30 a tonelada, com baixa de US$ 2,20. No mercado paulista, a saca de 50 quilos fechou a R$ 25,71, com baixa de 0,2%, segundo o índice Cepea/Esalq. No centro-sul do país, cerca de 800 mil toneladas de açúcar estão nos armazéns dos portos para serem negociados no mercado físico, segundo analistas ouvidos pelas agências internacionais. A colheita de cana na região deve começar a partir de abril. No ano passado, a moagem ocorreu a partir de março.