Bahia quer vender sisal e derivados para a França
Dezesseis empresas baianas do ramo do sisal estarão representadas, a partir de amanhã até o dia 2 de fevereiro, numa missão comercial (road show) à França, objetivando a venda de produtos feitos com a fibra e a prospecção de novos negócios para o setor em solo francês.
“Rodaremos 3,4 mil quilômetros em nove dias, fazendo visitas de negócios nas regiões de Paris, Nancy, Clermont-Ferrand, Montpellier, Rennes e Rouen”, detalhou o presidente do Sindicato de Fibras Vegetais da Bahia (Sindifibras), Wilson Andrade.
A missão integra o Projeto SisalApex e é uma promoção do Centro Internacional de Negócios da Bahia (Promo), Sindifibras e Agência de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).
A Bahia é a maior produtora e exportadora de fibras e manufaturados de sisal do mundo, com uma participação de 61% da produção mundial. Cerca de 600 mil pessoas vivem direta ou indiretamente da cultura no Estado, cuja área sisaleira possui uma extensão geográfica de 400 mil quilômetros quadrados e abrange mais de 74 municípios.
“A cultura do sisal destaca-se pela capacidade de geração de empregos, através de uma cadeia produtiva de serviços que abrange desde os trabalhos de manutenção das lavouras (baseados na mão-de-obra familiar), a extração e o beneficiamento da fibra até as atividades de industrialização de diversos produtos, bem como seu uso para fins artesanais”, explicou o presidente do Sindifibras.
Cerca de 70% do sisal beneficiado na Bahia destina-se aos mercados europeu e asiático, enquanto os produtos derivados têm como principais importadores os EUA, Canadá e União Européia.
De acordo com estatísticas do Promo, as exportações baianas de sisal e derivados passaram de US$ 74,6 milhões (jan-nov 2006) para US$ 78,6 milhões (jan-nov 2007), registrando um aumento de 5% no valor exportado, mesmo com a valorização da moeda brasileira.
Apesar do câmbio não muito favorável às exportações, por conta da valorização do real, Wilson Andrade destaca dois pontos positivos para a venda dos produtos de sisal baiano na atual conjuntura. “Primeiro a elevação do preço das fibras sintéticas, por conta da elevação do preço do petróleo. Segundo o crescimento da consciência ecológica em todo o mundo, com fortalecimento das leis ambientais e pressão sobre o lixo sintético, o que aumenta a procura por fibras naturais e biodegradáveis, como o sisal”.
De acordo com Ricardo Saback, superintendente do Promo, “mais do que vender os produtos no mercado francês, o road show ajudará os empresários do sisal da Bahia a entenderem melhor as necessidades dos compradores para adequar os produtos baianos a estas exigências”.
Em seu terceiro ano de execução, o Projeto Sisal-Apex já contabiliza a participação em seis feiras internacionais e quatro missões e quatro reuniões internacionais, focando três mercados principais: Estados Unidos, Europa e China. “Para 2008, além dessa viagem à França, está prevista a realização de uma missão comercial ao leste europeu em setembro”, informou Andrade.
Estarão representadas durante a visita à França as seguintes empresas sisaleiras baianas: Apaeb, Nutrinuts, Renart, Bahia Mantas de Sisal, Cisnel, Cordebras, Corona, Fibra Ltda., Embrafios, Fiação Pinheiro, Mantas Nelbom, Sisaex, Sisalgomes, Sisalândia, Tecsal e Thoro.