Commodities Agrícolas
Dólar enfraquecido
A alta dos grãos no mercado internacional ajudou a dar suporte aos preços do algodão na bolsa americana. Em Nova York, os contratos para maio encerraram a 70,16 por libra-peso, com alta de 46 pontos. Analistas ouvidos pela agência Dow Jones informaram que o dólar fraco em relação às outras moedas estrangeiras também ajudou a dar sustentação aos preços da fibra. No mercado paulista, o algodão fechou a R$ 1,4151 a libra-peso, segundo o índice Cepea/Esalq. Os preços continuam firmes no mercado interno. Os produtores se mantêm ausentes. A colheita no país tem início a partir de março nos Estados de São Paulo e Paraná, e ganham fôlego a partir de maio, quando inicia a colheita nos Estados do Mato Grosso e Bahia, sobretudo na região oeste.
Rolagem de posições
Os preços futuros do açúcar fecharam em alta ontem, atingindo a maior cotação de uma semana, puxados por movimentos de rolagens de posição, compras de fundos e de especuladores. Na bolsa de Nova York, os contratos para maio encerraram a 12,64 centavos de dólar por libra-peso, com aumento de 30 pontos. Na bolsa de Londres, os contratos para maio fecharam o pregão a US$ 354,10 a tonelada, com elevação de US$ 5,10. No mercado paulista, a saca de 50 quilos fechou a R$ 25,88, segundo o índice Cepea/Esalq. Segundo o Cepea, os preços do açúcar voltaram a ficar firmes no mercado interno após a recuperação das cotações da commodity nas bolsas internacionais. A demanda também voltou a crescer e as usinas estão segurando a produção, ajudando a dar suporte às cotações.
Fundos compram
Os preços futuros do café fecharam com forte alta ontem, nas bolsas internacionais, impulsionados por coberturas de posições. Analistas ouvidos pela agência Dow Jones afirmaram que compras de fundos e especuladores também deram suporte às cotações. Em Nova York, os contratos para maio fecharam a US$ 1,3680 a libra-peso, alta de 275 pontos. Em Londres, os contratos para março encerraram o dia a US$ 2.057 a tonelada, aumento de US$ 35. Segundo analistas, os torrefadores também foram compradores durante o pregão. Em São Paulo, a saca de 60 quilos encerrou a R$ 269,30, segundo o índice Cepea/Esalq. No país, os cafeicultores estão segurando as vendas, uma vez que apostam em novas altas por conta do equilíbrio entre oferta e demanda.
Especulador em ação
Os preços futuros do suco de laranja encerraram ontem em alta, puxados por compras de especuladores. Na bolsa de Nova York, os contratos para maio fecharam a US$ 1,3990 a libra-peso, com aumento de 135 pontos. No mercado, há expectativa de que a colheita de laranja na Flórida, maior Estado produtor de laranja dos EUA, seja revista para baixo. A safra está estimada em 168 milhões de caixas de 40,8 quilos, mas pode ser reduzida em 1 milhão a 3 milhões de caixas. Chuvas são esperadas para as regiões produtoras da fruta nos EUA. No mercado paulista, a caixa de 40,8 quilos da laranja para as indústrias fechou a R$ 13,72, segundo o índice Cepea/Esalq. Segundo o Cepea, o ritmo de comercialização da fruta voltou a se acelerar na semana passada devido à redução das chuvas em São Paulo.