Bahia consolida status de zona livre de Sigatoka Negra

08/02/2008

Bahia consolida status de zona livre de Sigatoka Negra

 

A agricultura de base familiar será a maior beneficiada pela instrução normativa nº 02 do Ministério da Agricultura, Pesca e Abastecimento (Mapa), publicada na primeira semana de fevereiro, que estabelece a Bahia como zona livre da Sigatoka Negra por tempo indeterminado. A Bahia é o maior produtor de banana do país, com produção de 1,25 milhão de toneladas cultivadas em cerca de 84,7 mil hectares. Cerca de 60% dos produtores são pequenos. O novo status concedido pelo Mapa é resultado de auditorias nas principais regiões produtoras da fruta no estado, onde nenhum sintoma da doença foi constatado.
“Com esta medida o trânsito de bananeiras e frutos produzidos na Bahia estará livre para qualquer parte do país, inclusive poderá auxiliar na introdução da exportação da banana produzida na Bahia para mercados internacionais exigentes do ponto de vista sanitário”, explica o diretor geral da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), Altair Santana.
Dentre as principais estratégias utilizadas pela Adab está a realização de cursos e seminários para conscientização dos produtores quanto à praga, bem como a fiscalização da entrada de frutos e materiais de transporte procedentes de estados com presença da praga. Essas ações fazem parte do Programa de Prevenção a Sigatoka Negra executado pela agência.   
Conforme legislação estadual vigente é proibida a entrada de bananas na Bahia originárias dos seguintes estados: Amazonas, Acre, Rondônia, Amapá, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Roraima, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo. No ano de 2007, foram apreendidas pela Adab durante fiscalização cerca de 30 toneladas da fruta sem permissão de trânsito para a Bahia.

A praga

O fungo, Mycospharella fijiensis (Morelet) Deighton, conhecido popularmente como Sigatoka Negra, tem alta capacidade de contaminação. Pode ser levado pelo vento, chuva ou no transporte da banana.  É originário da Ilhas Fiji, no Pacífic, e atualmente está presente em toda América Central, parte da África e Ásia, Colômbia, Venezuela e Equador.
As folhas das bananeiras são atacadas provocando uma rápida decomposição. A morte da planta acontece antes da formação do cacho, porque reduz a capacidade fotossintética. Em decorrência disto a uma diminuição na produção. 

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Mariana Bião -
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