Europeus mantêm a restrição
Silêncio da parte da Comissão Européia (UE) após a decisão do governo brasileiro de reduzir drasticamente a lista preliminar de 2.681 propriedades aptas a exportar carne bovina para o mercado europeu. A posição da Comissão, de banir as importações de carne do Brasil, não mudou, insistiu ontem a porta-voz do comissário europeu responsável por saúde, Markos Kyprianou.
“Não recebemos a nova lista.
Nossa posição continua a mesma de antes”, disse a porta-voz do comissário, Nina Papadoulaki.
No último dia 30 de janeiro, a União Européia anunciou o banimento da importação de carne brasileira, com o argumento de que há falhas no sistema de rastreamento do gado no País, especialmente em relação à doença "foot-and-mouth", provocada por um vírus e que também ataca porcos, cordeiros e cabras.
Os protestos do governo brasileiro na Organização Mundial de Comércio (OMC), classificando a decisão européia de “injustificada, arbitrária e desproporcional”, não surtiram efeito do outro lado do Atlântico.
O governo brasileiro decidiu anteontem refazer a lista preliminar de 2.681 propriedades fornecedoras de carne bovina aprovadas pelo sistema de rastreamento (Sisbov) do Ministério da Agricultura. A lista definitiva das fazendas com permissão para exportar ao bloco europeu tem até agora 683 propriedades, informou o secretário de Defesa Agropecuária, Inácio Kroetz.
“Vamos auditar a lista preliminar e confirmar as que tiverem todos os documentos", disse. Os Estados terão até a próxima segunda para incluir novas fazendas na relação a ser submetida à UE.