Exportação deve render US$ 786 mi
As exportações de frutas por empresas apoiadas pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) deverão render US$ 786 milhões neste ano.
Estas vendas não envolvem todo o setor, mas apenas os produtores que fornecem frutas in natura, polpa e castanha de caju, segundo informou o gestor de projetos da agência, Marcos Soares.
A previsão para este ano, segundo ele, baseia-se no crescimento de empresas que participam do projeto de apoio da agência, iniciado com 60 exportadores em 2006.
No ano passado, as vendas somaram quase US$ 700 milhões.
E a previsão para o final deste ano é que chegue a 130 o número de empresas participantes do projeto.
Soares informou que “os pequenos produtores também são convidados a participar de feiras em outros países, como a Fruit Logística 2008, de 7 a 9 próximos, em Berlim, e a FoodEx 2008, no Japão, de 11 a 14 de março”.
A maior parte das frutas brasileiras é vendida para os Estados Unidos e países da Europa. A meta da Apex é estender as vendas para a Ásia e o Oriente Médio, entre outras regiões “onde há mercado potencial”.
Por ser o maior exportador mundial, a China é o maior concorrente dos produtos brasileiros, seguida por Índia, México e Chile.
Mas a vantagem brasileira, diz Soares, é o fato de ter até duas safras de algumas frutas por ano, devido à extensão do território, enquanto a maioria dos países produtores só conta com colheita anual.
Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, ano passado, o País exportou 920 mil toneladas de frutas, ou US$ 644 milhões, 35,88% a mais que em 2006.