Commodities Agrícolas
Petróleo x trigo
As cotações do milho chegaram a ensaiar forte retração ontem na bolsa de Chicago, em virtude de ajustes nas posições de investidores decorrentes do tombo do trigo, mas um movimento de realização de lucros recuperou a maior parte das perdas e a baixa foi pequena. Os contratos com vencimento em março recuaram 4,50 centavos de dólar, para US$ 5,0350 por bushel, ao passo que os papéis para entrega em maio fecharam a US$ 5,1675, em queda de 4,25 centavos de dólar. Traders ouvidos pela Dow Jones Newswires notaram que pesou para a recuperação do milho o comportamento do mercado de petróleo. No Paraná, o preço médio da saca de 60 quilos do grão caiu 0,42%, para R$ 21,16, de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Agricultura.
Forte retração
Depois de atingirem limite de alta durante três pregões consecutivos na semana passada, os preços futuros do trigo fecharam com forte queda nas bolsas americanas. As cotações recuaram por conta do movimento de realização de lucro e com especulações de que o plantio do cereal poderá aumentar nos EUA por conta da forte alta das cotações nos últimos meses, segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg. A área para o plantio de trigo de inverno teve aumento no final do ano passado. Na bolsa de Kansas, os contratos para maio fecharam a US$ 11,38 o bushel, com baixa de 12,25 centavos. Na bolsa de Chicago, os contratos para maio encerraram a US$ 10,85 centavos. No Paraná, a saca de 60 quilos do trigo encerrou a R$ 34,89, segundo o Deral.
Se não fosse o milho...
As cotações da soja registraram queda significativa ontem na bolsa de Chicago, pressionadas sobretudo pelo tombo observado no mercado de trigo. Não fosse a recuperação do milho, que também abriu em baixa por causa do trigo, a retração poderia ter sido mais aguda, segundo traders ouvidos pela Dow Jones Newswires. Os contratos com vencimento em março encerraram o dia negociados a US$ 13,26 por bushel, em queda de 13 centavos de dólar, ao passo que os futuros para maio recuaram 13 centavos de dólar, para 13,4550. No mercado doméstico, a saca de 60 quilos do grão subiu 1,05% em relação a sexta-feira no Paraná e alcançou ontem R$ 45,13, segundo levantamento do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Agricultura do Estado.
CNC prepara pleito
O CNC (Conselho Nacional do Café) deve apresentar amanhã uma pauta de sugestões para a reunião do CDPC (Conselho Deliberativo da Política do Café), em Brasília (DF). Os produtores estão frustrados com os últimos votos do CMN (Conselho Monetário Nacional), que alteraram os vencimentos das operações de financiamentos agrícolas. Os produtores vão pedir uma revisão destas datas para o pagamento das dívidas agrícolas. Nas bolsas internacionais, os preços futuros do café fecharam mistos ontem. Em Nova York, os contratos para maio fecharam a US$ 1,5050 a libra-peso, elevação de 70 pontos. Em Londres, os contratos para maio fecharam a US$ 2.238 a tonelada, alta de US$ 14. Em São Paulo, a saca de 60 quilos fechou a R$ 280,36, segundo o índice Cepea/Esalq.