Engenheiro baiano toma posse na nova Sudene
A Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) – órgão do Ministério da Integração Nacional cuja recriação foi aprovada há pouco mais de um ano pela Câmara Federal – tem um novo superintendente. A posse do baiano Paulo Sérgio Noronha aconteceu ontem no centro de Convenções da Universidade Federal de Pernambuco (Ufpe),
Orgulho - Para o governador da Bahia, a indicação de um baiano que integrou a sua equipe no primeiro ano de governo é motivo de orgulho. "Eu acho que se faz justiça, a Bahia tem a maior economia e a maior população do Nordeste", declarou. Segundo ele, o objetivo não é criar uma hegemonia do estado, mas trabalhar dentro da cooperação e da solidariedade.
A Sudene foi criada para implantar uma nova política regional, comprometida com a construção de um modelo de desenvolvimento sustentável garantindo a geração de oportunidades de inserção da população na vida produtiva, social e política do país.
Extinta em 2001, com a sua recriação, a idéia é que a nova superintendência seja mais enxuta e com recursos melhor definidos.
Criada por Juscelino, recriada por Lula - Criada originalmente pela lei 3.6921, de
Fundo de Desenvolvimento Regional é a primeira meta - "Acho que se faz justiça,
pois a Bahia tem a maior economia e a maior população do Nordeste" Governador Jaques Wagner.
Segundo Noronha, a primeira luta encampada pelo órgão será pela criação do Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional. "Este fundo não deve ser um simples remanejamento de outras fontes de investimento, mas oriundo dos impostos de renda e sobre a venda de produtos industrializados", informou. Na luta pela criação deste fundo, disse Noronha, o conselho deliberativo da Sudene vai agregar 11 governadores, nove do Nordeste, além dos de Minas Gerais e Espírito Santo, nove ministros, o presidente do Banco do Nordeste e as classes representativas municipais, dos trabalhadores, dos empresários, além do superintendente do próprio órgão.
O superintendente lembrou que a Sudene terá também várias outras linhas de financiamento, como o Fundo Constitucional, que já existe desde 1989 e servirá para financiar pequenos e médios projetos produtivos, e o Fundo Nacional de Desenvolvimento para o Nordeste, que servirá para financiamento de grandes projetos, infra-estrutura e empresas privadas como, por exemplo, a ferrovia Transnordestina.
"Nós vamos trabalhar agora com o compromisso claro para que vá para o governo essa proposta da criação do Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional", disse o ministro Geddel Vieira Lima. Segundo ele, isso pode significar mais recursos e investimentos na área de infra-estrutura. "Eu acho que a Bahia vai ser muito beneficiada com o trabalho da nova Sudene", opinou.