Commodities Agrícolas
Mercado firme
O preço do café continuará firme no segundo trimestre em meio aos baixos estoques do grão. As cotações do café arábica poderão alcançar até US$ 1,75 a libra-peso no segundo trimestre e o robusta até US$ 1,30 a libra-peso, à medida que o consumo mundial continua crescendo, segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg. Já para o segundo semestre, as cotações podem ser pressionadas com a entrada da safra do Vietnã, o maior produtor mundial do café robusta. Na sexta-feira, os preços futuros do café fecharam mistos nas bolsas. Em Nova York, os contratos de maio fecharam a US$ 1,5240 a libra-peso, baixa de 280 pontos. Em Londres, os contratos para maio encerraram a US$ 2.358 a tonelada, alta de US$ 2. Em São Paulo, a a saca de 60 quilos fechou a R$ 287,54, segundo o índice Cepea/Esalq.
Aposta na alta
O preço do cacau negociado em Nova York bateu na sexta-feira os US$ 2.587 a tonelada, o patamar mais elevado em quase 24 anos. Ao longo do dia, a realização de lucros em virtude do feriado americano do President's Day, hoje, reduziu o ritmo da alta. Ainda assim, os contratos para maio subiram US$ 19, a US$ 2.526 por tonelada. Os investidores têm apostado que a falta de chuvas nas plantações da Costa do Marfim, o maior produtor mundial da amêndoa, pode abalar a safra. Hedge funds e outros especuladores reforçaram suas posições nos contratos mais longos da commodity em 10% no período de uma semana encerrado em 5 de fevereiro. Em Ilhéus e Itabuna, a arroba foi negociada, na média, por R$ 72, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau
Demanda aquecida
As baixas registradas no preço do trigo e da soja durante a sessão de sexta-feira não abalaram o desempenho do milho, que voltou a fechar em alta. Entre os motivos apontados pelos analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires esteve o anúncio de exportações de milho americano para o Japão e a Coréia do Sul - serão embarcados 152,4 mil e 110 mil toneladas, respectivamente, segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). Em Chicago, os contratos para março subiram 3,75 centavos de dólar, para US$ 5,1475 por bushel. Os papéis para maio avançaram 4,25 centavos de dólar, a US$ 5,27 por bushel. No mercado doméstico, o preço da saca de 60 quilos recuou 0,18%, para R$ 27,62, de acordo com o índice Cepea/Esalq. No mês, a baixa acumulada é de 2,78%.
Tempestades na China
O preço da soja no mercado futuro voltou a fechar em alta na bolsa de Chicago, ampliando ainda mais seu patamar recorde. "Só o que pode alterar a tendência é um aumento na área plantada. A primeira intenção de plantio da safra americana será divulgada no dia 31 de março. Antes disso, em tudo o que se olhe, há suporte para alta", diz Renato Sayeg, da Tetras Corretora. Os contratos com vencimento em maio subiram 5,75 centavos de dólar, a US$ 13,9125 por bushel. As tempestades na China, que podem afetar a produção do país e, com isso, apertam ainda mais a demanda pelo grão, voltaram a guiar o humor dos investidores. No mercado doméstico, o preço da saca de 60 quilos subiu 0,89%, para R$ 47,75, de acordo com o índice Cepea/Esalq.