Lucro cresce com o mercado

18/02/2008

Lucro cresce com o mercado


 

Cerca de 27 empresas brasileiras devem participar de 21 a 24 de fevereiro da mais importante feira mundial de orgânicos realizada em Nuremberg, Alemanha. A expectativa é que as empresas consigam negócios de US$ 15 a US$ 17 milhões ao longo desse ano, e o volume total negociado na feira cresça no mesmo ritmo do mercado, entre 15% e 20%. A Biofach, que é considerada a maior do setor, movimentou em 2007 cerca de US$ 5 bilhões em volume total de negócios. Foram mais de 2.600 expositores e 45 mil visitantes de 110 países.
"A grande novidade é que o grupo não atua somente no ramo de alimentação. Existem as empresas que trabalham com cosméticos, têxteis e insumos", esclarece Ming Liu, gerente do projeto Organics Brasil. Para ele, o mercado de cosméticos é promissor e será um dos mais badalados esse ano com um pavilhão exclusivo. "Há cerca de três anos, a feira se concentrava apenas no setor de alimentos processados ou a granel. Atualmente existem diversos segmentos atuando no mercado de orgânicos", diz Liu.
Estima-se que o mercado nacional de orgânicos movimente algo em torno de R$ 200 milhões. Os alimentos estão no topo das vendas e respondem por 90% do que é consumido, sendo o restante um mix entre produtos têxteis, cosméticos e outros. As regiões Sul, Sudeste e parte da Nordeste são os principais destinos desses produtos. Segundo o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), o Brasil possui uma área de 800 mil hectares destinados à agricultura orgânica. A região centro-oeste é responsável por 39% dessa área, seguida pelo sul, com 29%, nordeste com 17% e o sudeste, marcando 14% do total. José Adelmar Batista, coordenador de diversificação econômica do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), explica que "o governo apóia a participação dos agricultores na feira, e esse ano possui um estande reservado para apresentação dos produtos".
De acordo com Carlos Wada, diretor da MN Própolis, 30% da produção da empresa são de produtos orgânicos, e o mercado nacional consome um volume de R$ 1 milhão em média desses produtos. Atualmente, a companhia investe também na produção de álcool extraído de arroz e mandioca, utilizados largamente na produção de cosméticos. "No Brasil, a maior parte do álcool orgânico é destinado às empresas de cosméticos", disse. Ele explica que a feira é uma ótima oportunidade de negócios e trouxe cerca de US$ 50 mil para o caixa da empresa em 2007. "Para esse ano devemos no mínimo duplicar esse valor", finaliza.
(Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 6)(Roberto Tenório)