Japão importa bioaditivo de álcool brasileiro

20/02/2008

Japão importa bioaditivo de álcool brasileiro


 

A Copesul, empresa do Grupo Braskem, fechou a primeira venda para o Japão de ETBE (etil tercio butil éter), um bioaditivo para gasolina feito com etanol e isobuteno, derivado de petróleo. O volume embarcado nesta semana foi de 5 mil toneladas para a Marubeni Corporation, fornecedora da JBSL (Japan Biofuels Supply), cooperativa de serviços das operadoras de combustíveis japonesas. Paulo Moretti, gerente da unidade comercial da Copesul, esclarece que, por enquanto, o negócio com o Japão foi uma venda spot. Mas, que o País oriental deve aumentar sua demanda pelo produto em 2009. "Esta é a primeira importação que os japoneses fazem de ETBE produzido na América do Sul. O país está iniciando seu programa de inclusão de biocombustíveis na matriz energética e vem utilizando importações experimentais de ETBE", resume o executivo.
A Copesul - empresa produtora de matérias-primas petroquímicas para as indústrias de termoplásticos, solventes, borrachas sintéticas e combustíveis - começou a produzir ETBE em setembro do ano passado e, neste ano, a estimativa é de produzir 155 mil toneladas do bioaditivo, dos quais 80% já estão comprometidos com vendas para o mercado europeu. A unidade produtora desse bioaditivo recebeu investimentos de R$ 20 milhões e foi uma adequação da unidade de fabricação de outro aditivo o MTBE, que foi extinguida por conta de restrições de compra dos Estados Unidos, principal cliente desse produto.
Por enquanto, o etanol utilizado pela Copesul para fabricação do ETBE (80 mil toneladas anuais) está sendo fornecido pela Coopersucar, contrato que deve ser reavaliado ao longo deste ano, segundo Moretti, uma vez que a companhia tem como acionista o Grupo Odebrecht que, desde o ano passado, incorporou a ETH Bionergia, empresa produtora de álcool.
O ETBE responde por 4% do faturamento líquido da Copesul, que não tem planos de expansão para o próximo anos, a Braskem anunciou que está prevista ampliar produção de ETBE no pólo petroquímico de Camaçari para até 300 mil toneladas em 2009.
(Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 7)(Fabiana Batista)