Commodities Agrícolas
Petróleo impulsiona
Os preços futuros do milho fecharam em alta ontem, na bolsa de Chicago, impulsionados pelo novo recorde das cotações do petróleo, segundo analistas ouvidos pela agência Dow Jones. Em Chicago, os contratos para maio fecharam a US$ 5,36 o bushel, com elevação de 3,50 centavos. As cotações do grão não sofreram impacto das notícias de menor demanda por grãos das indústrias. A americana Smithfield, uma das maiores em carne suína, deverá reduzir sua produção por conta dos altos custos. Analistas de mercado afirmam que os custos de produção dos grãos cresceram, após as políticas do governo americano em favor do milho para etanol. No mercado paulista, a saca de 60 quilos do grão fechou ontem a R$ 27,72, com ligeiro aumento de 0,07%, segundo o índice Cepea/BM&F.
Realização de lucro
Os preços futuros do cacau fecharam em queda nas bolsas internacionais, pressionados por movimentos técnicos no mercado, com realização de lucro por parte dos especuladores, segundo analistas ouvidos pela agencia Dow Jones. Na bolsa de Nova York, os contratos para maio encerraram a US$ 2.457 a tonelada, com baixa de US$ 51. Em Londres, os contratos para maio fecharam a 1.280 libras esterlinas a tonelada, com recuo de 15 libras. Os portos da Costa do Marfim, maior produtor de cacau, receberam 952 mil toneladas de outubro até o dia 17 de fevereiro, volume 10% maior sobre igual período do ano anterior. Em Ilhéus e Itabuna, a cotação média da arroba do cacau encerrou a R$ 68,50, com recuo de 2,1%, segundo a Central Nacional dos Produtores de Cacau.
Forte valorização
Os preços futuros do suco de laranja concentrado e congelado fecharam com forte alta ontem, na bolsa americana, como reflexo do movimento técnico. Na bolsa de Nova York, os contratos para maio encerraram o dia US$ 1,2705 a libra-peso, com alta de 210 pontos. Compras de fundos e especuladores deram suporte aos preços da commodity, segundo analistas ouvidos pela agência Dow Jones. No mercado paulista, a caixa de 40,8 quilos de laranja para as indústrias alcançou, em média, R$ 13,31, segundo o Cepea/Esalq. A comercialização da fruta no mercado interno segue lenta no mês de fevereiro, de acordo com o Cepea. A oferta da fruta continuará apertada pelo menos até março por conta do clima seco sobre as regiões produtoras paulistas.
Plantio avança
As especulações de que a produção global de trigo deverá crescer neste ano derrubaram ontem os preços futuros do trigo nas bolsas americanas. A expectativa é de que a área para trigo aumente em média 4% no mercado internacional, segundo analistas ouvidos pela Bloomberg. Na bolsa de Kansas, os contratos para maio fecharam a US$ 10,75 o bushel, recuo de 10,25 centavos. Na bolsa de Chicago, os contratos para maio encerraram a US$ 10,3350 o bushel, baixa de 14 centavos. O consumo mundial também deverá crescer 2,5% para o próximo ano-safra, segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). No mercado paranaense, o preço da saca de 60 quilos de trigo fechou ontem a R$ 35,21, com ligeira elevação de 0,14%, segundo levantamento do Deral.