Beneficiamento favorece produtores de frutas

22/02/2008

Beneficiamento favorece produtores de frutas 
  
  
 

Visando gerar emprego e renda, um grupo de pequenas produtoras do pólo de fruticultura de Barreiras, no oeste da Bahia, está aproveitando frutas produzidas no perímetro irrigado da Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Codevasf) para a fabricação de doces. Ao todo, 22 mulheres, a maioria esposas de pequenos produtores, integram a Associação Doces Momentos (ADM), que juntas investem no aprimoramento das técnicas de produção e em novas receitas para conquistar o mercado.

Para a fabricação dos doces, as associadas contam com a capacitação do Serviço Brasileiro de Apoio às Micros e Pequenas Empresas (Sebrae). “Por meio de treinamentos, estamos conseguindo não só desenvolver novas receitas, mas trabalhar com as associadas aspectos técnicos da elaboração de doces, por exemplo, além de disseminar informações sobre os principais constituintes físico-químicos de cada fruto e o papel de cada um deles na formação das propriedades geleificantes dos produtos”, informa o consultor do Sebrae, Robert Taylor.

A presidente da ADM, Etiene Veloso, diz que atualmente a associação (que foi fundada em março de 2007) está fabricando mais de seis tipos de doces, entre eles a banana passa; o caju em calda; e as cocadinhas de coco com maracujá, abacaxi e goiaba. “A nossa produção ainda é pequena, porque a gente utiliza a cozinha do projeto Amanhecer, da Codevasf. E como nosso acordo ainda é de boca, não temos como investir no espaço”, explica ela, complementando que hoje a produção média é de cem quilos de doces por mês, mas a expectativa é que futuramente sejam fabricados essa mesma quantidade por dia.

Segundo a dirigente, as frutas são compradas por preços irrisórios nas mãos dos produtores que integram o projeto do perímetro irrigado da Codevasf. “Diferentemente do que muitas pessoas pensam, as frutas que a gente utiliza são as melhores possíveis do projeto. Não é a sobra não”, ressalta Veloso, informando que, com o apoio do Ministério da Integração Nacional e do Sebrae, a ADM participa de feiras nacionais e internacionais para expor os produtos e atrair a atenção de empresários de diversas partes do mundo.

De acordo com ela, os doces produzidos na associação são comercializados hoje no comércio local de Barreiras. “A nossa renda ainda é pequena porque todo o dinheiro que nós estamos ganhando, cerca de R$2 mil por mês, é para investir no próprio projeto e o que sobra é muito pouco. Mas, acreditamos muito no futuro”, destaca a presidente da ADM, acrescentando que o próximo passo será a construção de uma minifábrica de doces, que não só beneficiará mais famílias, como profissionalizará ainda mais a atividade. (GA)