Commodities Agrícolas
Demanda aquecida
O aumento da demanda de café do Brasil e o recuo dos estoques nos Estados Unidos e na Europa puxaram nova alta da cotação da commodity no mercado futuro. Até a quinta-feira, os estoques americanos caíram 3% em 2008, para 4,34 milhões de sacas. Em Nova York, os contratos de café arábica com vencimento em maio subiram 340 pontos, ou 2,1%, para US$ 1,624 por libra-peso. Durante o pregão, o preço chegou a atingir US$ 1,6345 a libra-peso, o nível mais elevado para esse contrato desde fevereiro de 1998. Em Londres, os papéis de café robusta para maio avançaram US$ 57, a US$ 2.502 por tonelada. No mercado interno, o preço da saca de 60 quilos subiu 1,34% e encerrou a sexta-feira a R$ 293,17, segundo o índice Cepea/Esalq. No mês, o preço da saca acumula alta de 8,21%.
Falta de chuvas
A falta de chuvas nas regiões produtoras de trigo nas plantações americanas localizadas entre os Estados do Texas e Nebraska pode prejudicar a produção da commodity, o que puxou nova alta do preço do cereal no mercado futuro. Nos próximos dez dias, o tempo será seco e as temperaturas, acima do normal, segundo a Meteorlogix LLC. Na bolsa de Chicago, os contratos com vencimento em maio subiram 19 centavos de dólar, para US$ 10,6450 por bushel. Em Kansas, os papéis para maio encerraram a sexta-feira com alta de 28,25 centavos de dólar, a US$ 11,15 por bushel. No mercado paranaense, de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral), a saca de 60 quilos fechou negociada, na média, por R$ 35,46, alta de 0,23%.
Ajuste técnico
Ajustes técnicos levaram à liquidação de contratos de suco de laranja concentrado, movimento que puxou a queda do preço da commodity no mercado americano, segundo analistas e corretores ouvidos pela agência Dow Jones Newswires. A sexta-feira chegou a registrar avanços dos preços. Com o ajuste técnico, os contratos com vencimento em maio caíram 450 pontos em Nova York, para US$ 1,2590 por libra-peso. A semana foi de altas, mas a falta de notícias sobre os fundamentos desse mercado e a demanda moderada continuarão a pressionar os preços para baixo, segundo analistas. No mercado doméstico, a caixa de 40,8 quilos de laranja vendida às indústrias encerrou negociada por R$ 11, segundo levantamento do Cepea/Esalq.
Novo recorde
Renovados comentários de que a China, maior consumidor mundial de óleos vegetais, vai aumentar suas importações de commodities agrícolas para aplacar a pressão inflacionária no país puxaram nova alta do preço futuro da soja. Em Chicago, os contratos com vencimento em maio subiram 13,50 centavos de dólar na sexta-feira, para US$ 14,3825 por bushel, novo patamar recorde para a cotação do papel. "O mercado de soja continuou com impulso da forte demanda da China e da preocupação com a inflação", disse à Bloomberg Takaki Shigemoto, analista da corretora de commodities Okachi & Co., de Tóquio. No mercado interno, o preço da saca de 60 quilos encerrou com queda de 0,31%, a R$ 45,75, na média, de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral).