Commodities Agrícolas

26/02/2008

Commodities Agrícolas

 


Cotação recorde

Os preços futuros do cacau deram uma guinada e atingiram on tem o maior patamar desde 1984, impulsionados pela valorização da libra esterlina frente ao dólar, o que tornou os papéis negociados em Nova York mais baratos para compradores externos. Segundo a Bloomberg, o movimento também se deveu à maior atuação dos fundos em commodities agrícolas. "A libra está uma pouco mais forte, mas o suficiente para manter a coisas positivas para o cacau", disse Hector Galvan, estrategista sênior do RJO Futures, de Chicago. Em Nova York, os contratos para entrega em maio subiram US$ 42 e fecharam a US$ 2.604 por tonelada. Em Itabuna e Ilhéus, o preço médio da arroba fechou a R$ 70,50, frente a R$ 68,50 do pregão interior, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau. 


Demanda maior

O café robusta negociado em Londres registrou ontem o maior preço desde 1995, enquanto em Nova York os contratos do café arábica atingiram a maior patamar desde 1998, na esteira das especulações de que a oferta não conseguirá atender a demanda pelo grão. Isso encorajou a atuação dos fundos no mercado. "Os fundamentos são bons. A demanda é forte e a produção não será capaz de atender a demanda este ano", disse à agência Bloomberg Eugen Weinberg, analista do Commerzbank. Em Londres, os papéis para entrega em maio subiram US$ 80 e fecharam a US$ 2.582 por tonelada. Já em Nova York subiram 160 pontos, passando a US$ 1,64 por libra-peso. No mercado interno, a saca de 60 quilos foi negociada a R$ 294,97, alta de 0,61%, segundo o Cepea/Esalq. 


Mudanças à vista

Ao contrário de outras commodities agrícolas negociadas no mercado internacional, os preços do suco de laranja concentrado sofreram pouca oscilação ontem. Em Nova York, os papéis para maio subiram 10 pontos e fecharam a US$ 1,26 por libra-peso. Mas analistas alertam que o cenário pode virar, com a sinalização de que a produção cítrica dos EUA está decaindo. Segundo o USDA, havia no fim de janeiro uma alta de 15% nos estoques de suco, frente ao mesmo período de 2007. "Estoques maiores são sinal de demanda fraca", diz Sterling Smith, da FuturesOne. Ele acredita que a queda no consumo esteja relacionada à alta no preço do suco e no avanço dos refrigerantes. Em São Paulo, a caixa com 40,8 quilos para as indústrias saiu por R$ 10,50, segundo o Cepea/Esalq. 


Redução de área 

Os preços futuros do algodão fecharam com forte alta ontem, atingindo o maior patamar desde novembro de 2003, na bolsa de Nova York, com especulações de que as atuais cotações dos grãos e do óleo vegetal deverão estimular a redução de área plantada da pluma nos Estados Unidos, segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg. Em Nova York, os contratos para maio encerraram a 77,86 centavos de dólar por libra-peso, com alta de 205 pontos. Pelas intenções dos produtores americanos, deverá ser a menor queda de área dos últimos 25 anos. No mercado paulista, o algodão fechou a R$ 1,3644, segundo índice Cepea/Esalq. No Brasil, a colheita de algodão terá início no próximo mês em São Paulo e Paraná e deverá ganhar impulso a partir de maio no Centro-Oeste.